Dolly vai ser exposta em museu da Escócia

Morte prematura demonstra os perigos que pode acarretar a clonagem humana

18 fevereiro 2003
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A ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta, abatida sexta-feira, será dissecada e exposta no Museu Nacional da Escócia (Edimburgo), adianta o jornal The Daily Telegraph.
 

 

Com seis anos de idade, Dolly teve de ser abatida sexta- feira devido a uma infecção pulmonar, informou o Instituto Rolin da Escócia, o laboratório onde foi criada a ovelha mais famosa do mundo.
 

 

Assim que for realizada a autópsia, o conhecido ovino será embalsamado e mostrado ao público na citada instituição, acompanhado por outra ovelha clonada, Morag, doada depois de morrer em consequência de um problema respiratório.
 

 

Um porta-voz do museu, que expõe já pedaços de lã da Dolly, comentou ao Daily Telegraph ser razoável que «uma ovelha escocesa fique na Escócia para a posteridade».
 

 

O nascimento de Dolly, que aconteceu em 1996 apesar da sua existência só ter sido divulgada em 1997, provocou um grande debate sobre a ética da clonagem e o medo de que este tipo de experiências possa ser repetido em seres humanos.
 

 

Alguns peritos advertiram que a morte prematura de Dolly, se se tiver em conta que uma ovelha vive normalmente entre onze a doze anos, demonstra os perigos que pode acarretar a clonagem humana.
 

 

No entanto, o criador da ovelha, Ian Wilmut, assinalou que, segundo as primeiras análises, a Dolly, que tinha já sofrido de artrite no ano passado, contraiu a doença que provocou o seu abate ao entrar em contacto com outros ovinos num curral.
 

 

Perigo
 

 

Wilmut, um opositor da clonagem humana, explicou que «o risco de que as infecções se propaguem é maior» num estábulo onde existem mais animais e precisou que a Dolly padecia de uma «infecção progressiva». Mais detalhes serão conhecidos através de um exame «post- mortem».
 

 

No entanto, outro cientista da equipa que criou a Dolly, Alan Colman, afirmou que o caso da famosa ovelha «sublinha a estupidez daqueles que querem legalizar a clonagem reprodutiva» de seres humanos.
 

«No caso dos humanos seria escandaloso ir mais além, dado o conhecimento que temos sobre os efeitos a longo prazo da clonagem», advertiu.
 

 

Fonte: Lusa
 

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