Dois terços dos portugueses disponíveis para doar órgãos

Resultados do inquérito da Comissão Europeia

30 maio 2007
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Dois em cada três portugueses dizem-se disponíveis para doar órgãos após a morte, revela um inquérito divulgado esta semana em Bruxelas pela Comissão Europeia, que deseja encurtar o "fosso" entre a vontade e a doação efectiva.
 

 

O "Eurobarómetro" revela que a maioria dos europeus (56%) se diz disponível para doar órgãos após a morte, mas apenas 12 % possui um cartão de dador, tendo o comissário europeu da Saúde, Markos Kyprianou, comentando que "apesar de a vontade ser elevada, não se traduz na prática, pois a doação efectiva não o é".
 

 

Em Portugal, a legislação assenta no conceito da doação presumida, ou seja, todos os cidadãos têm o estatuto de dador e quem não quiser sê-lo tem de se declarar "não dador" junto do Registo Nacional de Não Dadores.
 

 

O inquérito realizado no final do ano passado na União revela que Portugal é o nono Estado-membro entre 25 (na altura Bulgária e Roménia ainda não eram membros da UE) onde existe uma maior receptividade à ideia de doar órgãos após a morte (66%), acima da média comunitária de 56%. Por outro lado, 63% dos portugueses inquiridos afirmaram que se lhes fosse pedido num hospital a doação de um órgão de um familiar próximo falecido concordariam, o que representa o sexto valor mais elevado entre os 25, a par de Dinamarca e Reino Unido, e também neste caso bem acima da média comunitária (54%).
 

 

O inquérito foi levado a cabo em toda a União Europeia entre Outubro e Novembro de 2006, tendo em Portugal sido inquiridas, pela TNS Euroteste, 1.006 pessoas.
 

 

Fonte: Lusa
 

MNI- Médicos Na Internet

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