Dois terços dos doentes com linfoma sofrem de fadiga e um terço teme recaída

Estudo promovido pela Lymphoma Coalition

14 setembro 2018
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Dois terços dos doentes com linfoma sofrem de fadiga e um terço teme sofrer uma recaída deste tipo de cancro conclui um estudo realizado na Europa, EUA e Canadá.
 
Promovido pela Lymphoma Coalition (Coligação do Linfoma), o estudo abrangeu respostas de 6.600 doentes de 14 países, explica em comunicado à Lusa a Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas (APLL), membro daquela organização.
 
Fundada em 2002, a Lymphoma Coalition é uma rede mundial, presente em 50 países, composta por 75 organizações de doentes com linfoma.
 
Esta rede "atua como um centro de informações credíveis e atuais, tendo por missão ser a fonte global de informação e estatísticas sobre o linfoma, melhorar a consciencialização e a compreensão dos linfomas e construir capacidade para novos grupos de linfoma e os já existentes".
 
Os destaques da pesquisa que considerou "apenas os países com mais de 100 respostas", explicou Isabel Barbosa, presidente da APLL, referem que "dois terços das pessoas com linfoma sofrem de fadiga", contudo, "raramente se fala sobre isso", sendo que "metade dos doentes dizem que isso afeta o seu estilo de vida e 40% afirmam que isso afeta a sua capacidade de trabalhar".
 
"Um em cada três doentes vive com preocupações significativas de que o cancro retornará, o que geralmente conduz à ansiedade e depressão", prossegue o estudo, detalhando que "poucas pessoas relataram que falavam sobre essas preocupações com o seu médico", o que "pode deixá-las inseguras quanto ao seu futuro e às decisões que tomam".
 
Os números da pesquisa referem ainda que "um quarto dos doentes não soube referir qual o subtipo do seu linfoma no momento do diagnóstico", o que pode condicionar as "opções de tratamento e os serviços de apoio".
 
Entre as conclusões figura ainda que "três em cada cinco pessoas com linfoma gostariam de ter acesso a mais informações no momento do diagnóstico, e duas em cada cinco pessoas procuraram mais apoio".
 
Apesar de "Portugal não ter sido considerado para este inquérito já que não superou as 100 respostas necessárias", a presidente da APLL disse à Lusa que as conclusões "batem certo com a realidade nacional".   
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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