Dois em cada 10 portugueses em risco de pobreza

Relatório da ONU põe Portugal no topo da Europa

13 setembro 2004
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Dois em cada 10 portugueses estão em «risco de pobreza» ou sobrevivem com menos de 60 por cento da média nacional de rendimentos, de acordo com um relatório da agência Habitat, das Nações Unidas.O estudo, que avalia o estado das cidades do planeta, coloca a população portuguesa em segundo lugar - entre os antigos 15 membros da União Europeia e apenas atrás da Grécia - nos níveis de pobreza europeus.Citando dados da Eurostat, o relatório indica que cerca de 22 por cento da população portuguesa «está em risco de pobreza» ou «vive com um salário que equivale a menos de 60 por cento da média nacional» de rendimentos.Um valor que coloca Portugal entre o grupo de seis nações (Grécia, Reino Unido, Itália, Irlanda e Espanha) que tem índices de pobreza populacional acima da média dos 15 da UE - 15 por cento. O valor mais baixo ocorre na Suécia, onde a pobreza afecta cerca de oito por cento da população.Portugal surge ainda referenciado no que toca ao número de sem-abrigo, com o documento a referir, citando dados oficiais, que em 2000 havia 1.300 pessoas a viver nas ruas de Lisboa e cerca de um milhar nas do Porto. O relatório refere ser impossível uma comparação internacional neste domínio, dadas as «variáveis definições nacionais» aplicadas para determinar quem é um sem-abrigo.Independentemente disso, o relatório da Habitat, indica que o número dos sem-abrigo na Europa Ocidental chegou hoje ao seu valor mais elevado em 50 anos: estima-se que mais de três milhões de pessoas vivem na rua nas principais cidades europeias.Uma situação que em alguns casos é causada por pressões económicas, mas que se deve também a questões como a violência doméstica ou o HIV/SIDA: a taxa de infecção entre os sem abrigo nos Estados Unidos é de quase 20 por cento, em algumas cidades. No Reino Unido por exemplo, estudos indicam que 63 por cento das mulheres que vivem na rua o fazem para fugir a situações de violência doméstica.A pobreza tem aliás «aumentando dramaticamente» em toda a UE durante as últimas três décadas, refere o estudo, o que se evidencia especialmente a nível infantil, com o desemprego a manter-se em níveis praticamente imutáveis nos últimos 15 anos.Fonte: Lusa

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