Doentes terminais em França podem optar pela morte...

...mas não legaliza a eutanásia

20 abril 2005
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O Parlamento francês aprovou na semana passada uma lei que permite aos doentes terminais optar pela morte em vez de prolongar os tratamentos. Não se trata de legalizar a eutanásia, embora fique a meio caminho, dizem os apoiantes da medida.
 

O Senado aprovou um texto que já tinha recebido o aval da câmara baixa que permite que os médicos deixem de dar assistência clínica quando esta «parece ser inútil, despropositada ou não tem outro efeito do que manter a vida artificialmente».
 

 

A aprovação desta lei seguiu-se a uma onda de solidariedade em relação a uma mãe que pretendia a eutanásia para o seu filho. A legislação define que os doentes terminais devem ter o direito de lhes ser questionado se querem que o tratamento seja interrompido, mesmo que isso conduza à morte, e os médicos devem respeitar estes desejos depois de consultarem, além do doente, outros membros da equipa clínica.
 

 

A lei também defende que as famílias devem poder pedir que se desliguem as máquinas de doentes em coma. Por seu lado, os médicos podem ministrar remédios contra a dor em doentes terminais mesmo que estes medicamentos aumentem o risco de morte para o paciente.
 

 

Os autores da lei - apoiada pelo Governo conservador, os socialistas na oposição e a Igreja Católica - dizem que este diploma não legaliza a eutanásia pois não permite que haja uma intervenção activa para provocar a morte, como acontece na Bélgica e Holanda, noticiou a Reuters.
 

 

Fonte: Pública
 

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