Doentes queixam-se de problemas de comunicação com os médicos

Estudo realizado pela Associação de Defesa do Consumidor

04 outubro 2010
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Os doentes queixam-se de problemas de comunicação com os médicos pois não lhes agrada o modo como os profissionais lhes falam e têm a sensação de que não são ouvidos, dá conta uma notícia avançada pela agência Lusa.

 

O estudo envolveu a participação de 3.840 portugueses, entre os 18 e os 74 anos, que foram questionados sobre o seu relacionamento com os profissionais de saúde e sobre os serviços online de apoio aos cuidados de saúde, como a possibilidade de contactar o médico, marcar consultas, pedir receitas nos centros de saúde pela Internet e de receber alertas por SMS.

 

Um quarto dos inquiridos queixa-se também dos efeitos secundários dos medicamentos e de ser difícil, assim como pouco prático, tomar os medicamentos, o que aumenta o risco de abandono do tratamento. Um terço dos inquiridos revela que os profissionais não procuram a opinião dos pacientes sobre as alternativas de tratamento e como este deve prosseguir.

 

De acordo com os autores do estudo, a falta de adesão ao tratamento é um ʺponto preocupante, pois em doenças como hipertensão, diabetes ou obesidade, o sucesso dos tratamentos depende muito da colaboração activa do pacienteʺ.

 

Para os inquiridos, os médicos de clínica geral têm os piores níveis de satisfação. O estudo refere ainda que a maioria dos inquiridos não pôde escolher o médico de clínica geral.

 

Segundo o inquérito, marcar consultas online, renovar receitas, expor dúvidas ou receber resultados de exames na caixa de correio electrónico já é uma realidade em Portugal, mas ainda pouco utilizada.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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