Doentes preferem morrer em casa

Investigação publicada no British Medical Journal

20 março 2006
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Os portugueses morrem cada vez mais no hospital. A situação é igual em quase todo o mundo ocidental, mas contradiz, segundo vários estudos, a vontade expressa da maior parte dos doentes, que preferem a companhia dos familiares nos últimos dias de vida.
 

 

Uma investigação, publicada no British Medical Journal - e que contou com a participação da portuguesa Bárbara Gomes, investigadora do King''s College London - identifica os factores mais importantes que favorecem a morte de doentes em estado terminal em casa: cuidados domiciliários intensivos e rede de suporte familiar.
 

 

A investigação desenvolvida consistiu numa revisão sistemática da literatura e é a primeira que, em termos quantitativos, aborda o tema da morte em casa. O trabalho analisou um universo de mais de 1,5 milhões de doentes, envolvidos em 58 estudos e 13 países.
 

 

Os resultados apontam que 17 factores são essenciais para que cada vez mais os doentes em estado terminal possam morrer em casa. Se forem assegurados cuidados domiciliários continuados de qualidade, com carácter frequente e intensivo, a probabilidade de alguém morrer em casa é até oito vezes superior. As minorias étnicas e as pessoas de estrato sócio-económico baixo têm, por outro lado, maior probabilidade de virem a morrer nos hospitais.
 

 

Fonte: Diário de Notícias
 

MNI- Médicos na Internet
 

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