Doentes faltam 600 vezes por dia no Centro Hospitalar Lisboa Norte

Faltas representam mais de 15% das consultas totais

23 abril 2019
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Mais de 135 mil consultas não foram realizadas porque os doentes faltaram no ano passado só no Centro Hospitalar Lisboa Norte, uma tendência que tem crescido nos últimos anos.
 
Dados do Centro Hospitalar que engloba o Santa Maria e o Pulido Valente, a que a agência Lusa teve acesso, mostram que as consultas não realizadas por falta do doente representam mais de 15% do total de 700 mil consultas feitas em 2018 naqueles hospitais.
 
Comparando, por exemplo, com as consultas não realizadas por motivo de greve em 2018 (um total de 2.262), as que não aconteceram por falta do doente são cinquenta vezes mais.
 
O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar assume que é “um número muito elevado” o das consultas perdidas porque o doente não comparece e recorda que geralmente não há aviso prévio por parte do utente.
 
Em declarações à Lusa, Carlos Martins adianta que já foi criado dentro do CHULN um grupo para estudar esta questão e que deve, até ao final deste semestre, apresentar propostas para melhorar a forma de comunicação com os cidadãos.
 
O administrador reconhece que “nem sempre as falhas serão apenas do cidadão” e admite que seja necessário criar mecanismos mais eficazes de contacto para as consultas, de forma a que os utentes não se esqueçam da marcação, por exemplo.
 
O sistema de aviso por mensagem telefónica ou por email são alguns dos exemplos de avisos aos utentes, mas Carlos Martins recorda que há uma população “com média etária elevada” e que o contacto telefónico não pode também ser esquecido.
 
O Centro Hospitalar acrescenta ainda que a partir da segunda falta sem aviso já não é remarcada automaticamente nova consulta.
 
Os números têm vindo a subir desde 2016, pelo menos. Entre 2016 e 2017 as consultas não realizadas por falta do doente no CHULN subiram 6% e entre 2017 e 2018 voltaram a crescer quase 3%.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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