Doentes deixados nos Hospitais

Número de pacientes está a aumentar

20 junho 2004
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O número de doentes com alta clínica que permanecem nos hospitais porque não têm outro sítio para ir está a aumentar em Portugal, afirmou ontem à Lusa o presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH), Manuel Delgado. Consciente do problema, o Ministério da Saúde assinou um protocolo com a União das Misericórdias Portugueses (UMP), que prevê o acolhimento de cerca de 350 doentes nestas instituições a partir do próximo mês. Segundo Manuel Delgado, o aumento destes «casos sociais» deve-se, em parte, ao envelhecimento da população, associado a patologias que obrigam a demoradas permanências nas instituições. O presidente da APAH não avança números, alegando que «não existe um levantamento rigoroso» sobre estes casos. A partir do próximo mês, estes doentes poderão ser encaminhados para as misericórdias portuguesas, que vão disponibilizar 344 camas para acolher os doentes que não têm para onde ir. Mas a conta será paga pelo Ministério da Saúde. O protocolo constitui a «primeira fase» de criação da Rede de Cuidados Continuados, através da colaboração entre o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a UMP. Segundo revelou à Lusa o coordenador da área da Saúde da UMP, Manuel Lemos, as misericórdias vão disponibilizar três tipos de serviços: internamento, reabilitação global e apoio domiciliário medicamentado. Por cada cama de internamento, o Ministério da Saúde pagará diariamente às misericórdias 75 euros. Por mês, a despesa total poderá atingir os 775 mil euros (cerca de 155 mil contos).Fonte: Lusa

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