Doentes de Parkinson têm dobro do risco de melanoma

Estudo publicada na revista “Neurology”

09 junho 2011
  |  Partilhar:

Uma análise de vários estudos mostrou que as pessoas com doença de Parkinson têm um risco significativamente maior de desenvolver melanoma, o tipo mais perigoso e letal de cancro da pele, aponta um estudo publicado na revista “Neurology”.

 

A doença de Parkinson é uma patologia neurodegenerativa que causa rigidez muscular, dificuldade para iniciar movimentos, falta de equilíbrio e lentidão nas acções voluntárias. Entre 5 e 10 milhões de pessoas no mundo sofrem deste problema neurológico.

 

Em comunicado de imprensa, o líder da investigação, Honglei Chen, do Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental dos EUA, explicou que “estudos anteriores que relacionaram a doença de Parkinson com o melanoma não foram conclusivos”. Devido a estas incertezas, o grupo de cientistas quis explorar um grupo maior de estudos para verificar se a relação entre as patologias seria consistente.

 

A pesquisa teve como base 12 estudos, realizados entre 1965 e 2010, que analisavam a possível associação entre a doença de Parkinson e o melanoma. Na maioria dos estudos, o número de pacientes que sofria de Parkinson e de melanoma, ao mesmo tempo, não ultrapassava os 10 casos, mas a análise global põe claramente em evidência a existência de uma relação entre as duas doenças.

 

O estudo verificou que os homens com a doença de Parkinson tinham o dobro da probabilidade de apresentar melanoma, em comparação com o restante da população, enquanto as mulheres na mesma situação foram 1,5 vezes mais propensas. Não foi encontrada uma relação clara entre Parkinson e cancro da pele do tipo não-melanoma.

 

"Os pacientes que sofrem de Parkinson têm em geral menos riscos de contrair um cancro, em particular os relacionados com o tabagismo, mas podem ter um risco maior de melanoma", resumiu, em comunicado, Honglei Chen, acrescentando que "uma das explicações possíveis para esta relação - entre Parkinson e melanoma - é que as duas doenças podem ter em comum factores de risco genéticos ou ambientais (…) No entanto, o nosso conhecimento desta ligação é muito preliminar”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.