Doentes de Alzheimer são discriminados na política do medicamento

Associação denuncia situação

12 abril 2004
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A associação representativa dos doentes de Alzheimer acusou na semana passada o Estado de discriminar estes utentes ao comparticipar em apenas 55 por cento a compra de medicamentos para a doença, quando paga na totalidade os fármacos para Parkinson.«Não queremos nenhuma situação de privilégio, mas exigimos uma política coordenada do medicamento para todos os doentes que têm doenças crónicas, irreversíveis», disse à Agência Lusa a vice- presidente da Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer (APFADA), Leonor Guimarães. De acordo com a responsável, medicamentos para doenças como Parkinson são comparticipados a 100 por cento, enquanto que os portadores de Alzheimer só beneficiam de comparticipações entre 40 e 55 por cento.«Há anos que temos vindo a desenvolver contactos a todos os níveis, incluindo grupos parlamentares e INFARMED [Instituto do Medicamento] e todos prometem que vão estudar o assunto, mas a verdade é que nunca fazem nada», criticou.Afectando cerca de 60 mil portugueses, a doença de Alzheimer caracteriza-se pela perda progressiva de memória e redução da autonomia do paciente, num quadro de degradação que se acentua a partir dos 65 anos.Fonte: Lusa

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