Doentes com obesidade esperam mais de um ano por consulta

Denúncia da Associação de Doentes Obsesos e Ex-Obesos de Portugal

30 dezembro 2013
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Doentes com obesidade esperam mais de um ano por uma consulta e o número de cirurgias para tratamento da obesidade foi reduzido em um terço devido à extinção, em 2012, do Programa de Tratamento Cirúrgico de Obesidade, denuncia a Associação de Doentes Obsesos e Ex-Obesos de Portugal (Adexo).
 

O Programa de Tratamento Cirúrgico de Obesidade, que teve início em 2010, previa a realização 2.500 cirurgias de tratamento da obesidade por ano. Apesar de ter cumprido apenas cerca de 70% das cirurgias previstas, este programa ainda assim contribuiu para a diminuição das listas de espera que existiam nessa altura, declara Carlos Oliveira, presidente da Adexo.
 

Em declarações à agência Lusa, Carlos Oliveira refere que, desde a interrupção do programa em 2012, se tem verificado uma diminuição do número de cirurgias e que há cada vez mais doentes que aguardam por uma consulta, sem a qual não poderão ser operados.
 

Carlos Oliveira lamenta ainda que os doentes que aguardam há demasiado tempo por uma operação nos hospitais públicos não estejam a ser operados no setor privado com o apoio do Serviço Nacional de Saúde (SNS), uma vez que o valor pago pelo Estado não é atrativo para as instituições.
 

De acordo com o presidente da Adexo, o fim do programa deve-se exclusivamente a fins economicistas. Silva Nunes, membro da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade e um dos responsáveis do programa, em declarações à agência Lusa reconhece que o motivo que levou à extinção desta iniciativa foi “de origem puramente financeira”, embora reconheça que as razões clínicas que estiveram na base da criação deste programa especial se mantenham.
 

Para Carlos Oliveira, este é um caminho errado, uma vez que estudos na posse da Adexo referem que os custos com o tratamento de doenças associadas à obesidade ultrapassam os custos com o programa. “Vai sair muito mais caro. Já está a sair caro, mas eles [os decisores políticos] é que não querem ver”, declarou.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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