Doentes com espondilite anquilosante passam anos sem serem diagnosticados

Mais de 50 mil portugueses afectados pela doença

15 novembro 2004
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A maioria dos doentes com espondilite anquilosante, uma doença inflamatória que atinge a coluna vertebral, chega a viver dez anos sem ter a patologia devidamente diagnosticada, segundo um estudo apresentado em Lisboa.A investigação, conduzida pela Associação Nacional de Espondilite Anquilosante (ANEA) e que envolveu 315 pessoas, revelou que a doença tem uma prevalência de cerca de um por cento da população, estimando-se a existência de 50 mil casos em Portugal, provavelmente muitos não diagnosticados.O estudo comparou o estado actual dos doentes com a sua situação há dez anos e concluiu que perto de metade (44,8 por cento) está «pior ou muito pior», enquanto 27,9 por cento diz estar «na mesma» e 26,6 por cento afirma estar «melhor» do que há uma década.Segundo os resultados da investigação, 48,3 por cento dos inquiridos trabalham e 46,7 por cento são reformados. Há dez anos, 71,7 por cento destes doentes trabalhavam e apenas 28,3 cento estavam reformados. A maioria dos doentes é seguida por especialistas de Reumatologia (67,4 por cento), enquanto 25,6 por cento dos inquiridos é acompanhada pela Medicina Física e de Reabilitação.Relativamente aos medicamentos utilizados, os inquiridos salientaram várias substâncias activas, destacando-se rofecoxib, diclofenac e celecoxib.Mais de um terço dos inquiridos (33,7 por cento) tem familiares com espondilite anquilosante, sendo os pais e os irmãos os parentes mais afectados por esta patologia. Os problemas mais referenciados pelos inquiridos são problemas de olhos e intestinos, embora mal-estar, rigidez e fadiga sejam consideradas as piores manifestações da doença.Actualmente, a ANEA estima que em Portugal 30 mil de doentes sofram desta doença, uma das doenças reumáticas com maior dimensão social no nosso país e no mundo.Fonte: Lusa

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