Doente português recebe dispositivo inovador para tratamento da insuficiência cardíaca

Dispositivo colocado no Hospital de Santa Cruz

20 setembro 2018
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António Cruz, 46 anos, foi o primeiro doente português a receber um dispositivo médico para o tratamento da insuficiência cardíaca, que, como contou, lhe devolveu a vida e o faz sentir capaz de correr uma maratona, anunciou a agência Lusa.
 
O dispositivo foi aplicado há pouco mais de um mês no Hospital de Santa Cruz (Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental), numa intervenção pioneira na Península Ibérica, e o doente registou “uma evolução muito favorável em linha com os resultados recentemente publicados”, segundo o médico responsável pela intervenção, Pedro Adragão.
 
A terapia de Modulação de Contratilidade Cardíaca, que atua por estimulação do músculo cardíaco durante o período refratário, “é uma esperança para doentes que, apesar da medicação otimizada, se mantêm com insuficiência cardíaca sintomática”, disse o coordenador da Unidade de Arritmologia de Intervenção do Hospital Santa Cruz.
 
Os problemas de começaram em abril quando teve um “princípio de enfarte”. Foi operado de urgência, mas os problemas de insuficiência cardíaca continuaram. 
 
Quando lhe foi proposta a colocação do dispositivo, António Cruz, disse que teve receio. “Mas convenceram-me, tenho este aparelho há um mês e meio e estou feliz, uma pessoa nova. Deixei de fumar, já controlo tudo o que consigo controlar, já consigo caminhar, consigo sentir os meus dedos, o que antigamente não conseguia, porque o oxigénio não chegava a todo o lado”, disse, com entusiasmo.
 
Para António Cruz, o dispositivo foi “quase uma salvação”, porque lhe deu “uma vida nova”. Mas o melhor, como salientou, foi sentir “o coração de novo a bater, uma coisa formidável”.
 
Citando estudos recentes, Pedro Adragão disse que a utilização desta técnica diminui a mortalidade, o número de hospitalizações e os sintomas. “O doente pode viver melhor, fazer a sua vida normal sem recorrer tanto ao hospital”, frisou
 
“No caso deste doente, o risco era ter sintomas de insuficiência cardíaca, mesmo fazendo uma terapêutica médica otimizada”, razão pela qual lhe foi proposto fazer esta técnica, já estudada, disse, salientando que na Alemanha mais de 3.000 doentes já têm implantado este sistema com bons resultados.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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