Doenças reumáticas atingem 6% dos trabalhadores portugueses

Estudo apresentado nas XVII Jornadas Internacionais do Instituto Português de Reumatologia

14 dezembro 2009
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As doenças reumáticas provocadas pela actividade profissional atingem 6% dos portugueses, revela o primeiro estudo epidemiológico sobre a prevalência de lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho (LMERT).

 

O estudo, que foi apresentado nas XVII Jornadas Internacionais do Instituto Português de Reumatologia (IPR), inquiriu médicos de Medicina do Trabalho de 515 empresas que abarcam 410.496 trabalhadores, o que representa cerca de 11% da população activa em Portugal.

 

O estudo revelou que 5,9% dos trabalhadores (24.269 casos) têm lesões clinicamente relevantes.

 

“Existe evidência de que o trabalho penoso pode causar lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho e, consequentemente, resultar em absentismo laboral e incapacidade para o trabalho, bem como num decréscimo da produtividade”, referem os autores do estudo à agência Lusa.

 

Os investigadores constataram que a lesão mais predominante é a lombalgia (2,27%), seguida de outras raquialgias (dores na coluna vertebral), que são as queixas reumáticas mais frequentes e um dos principais motivos de incapacidade antes dos 45 anos. No total, as raquialgias são responsáveis por 74,9% das LMERT relevantes.

 

O estudo revela ainda que a prevalência das lesões aumenta também com a idade.

 

O principal autor do estudo, Luís Cunha Miranda, defende que é preciso “proteger os trabalhadores para que possam produzir com qualidade e durante muitos anos”. O médico salientou que “as doenças reumáticas serão uma catástrofe daqui a 20 ou 30 anos” e representam elevados custos para o Estado por originarem baixas prolongadas e reformas antecipadas.

 

“A identificação dos trabalhadores em risco e o reconhecimento precoce de sintomas afiguram-se como estratégias essenciais para a prevenção de lesões músculo-esqueléticas, bem como a implementação de um sistema de monitorização e vigilância, com suporte em avaliações clínicas, para obter um cenário mais actual da realidade nacional", acrescenta Luís Cunha Miranda.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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