Doenças respiratórias tratadas gratuitamente na Universidade de Aveiro

Programa de reabilitação respiratória

13 junho 2014
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Os indivíduos que sofrem de doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) podem ser tratados gratuitamente na Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA) no âmbito de um programa de reabilitação respiratória.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que o programa de reabilitação respiratória da doença, vulgarmente conhecida como bronquite crónica ou enfisema, permite melhorar em 20% a tolerância ao esforço, entre 50 a 60% a força muscular e em 30% quer a sintomatologia (como falta de ar, tosse, pieira ou fadiga), quer a qualidade de vida relacionada com a saúde.
 

"O principal objetivo é reabilitar as pessoas com DPOC e ajudá-las a ajustarem-se melhor aos impactos da doença", explica a investigadora responsável Alda Marques.
 

O programa de reabilitação respiratória da ESSUA é aberto à comunidade, de forma gratuita e realizado em grupo, com duas componentes principais: a fisioterapia respiratória e o apoio psicoeducativo. A fisioterapia respiratória consiste em sessões de exercícios de controlo respiratório e de higiene brônquica e exercício físico.
 

"Cada sessão de fisioterapia é composta por aquecimento e exercícios de controlo respiratório, treino aeróbio e de força muscular, treino de equilíbrio e arrefecimento, incluindo também técnicas de relaxamento", refere a especialista.
 

O apoio psicoeducativo tem como objetivo geral "capacitar as pessoas com estratégias instrumentais e emocionais de forma a facilitar um ajustamento funcional e saudável à DPOC". "Temas como a informação acerca da doença, tratamento e evolução, gestão dos sintomas e controlo de exacerbações fazem parte desta componente", esclarece Alda Marques.
 

A estrutura base do programa de reabilitação respiratória da ESSUA é semelhante à de outros programas, geralmente implementados a nível hospitalar, mas veio demonstrar que podem ser aplicados no seio da comunidade, com benefícios idênticos.
 

"Ao contrário dos programas em meio hospitalar, os familiares mais próximos são também convidados a participar na componente psicoeducativa. Isto permite a toda a família ajustar-se ao desafio que é conviver com uma doença crónica", explica Alda Marques.
 

Contrariamente a outros programas este também integra pacientes em fases iniciais, enquanto os programas de reabilitação respiratória já existentes, em regra são dirigidos a pessoas numa fase mais avançada da doença, que geralmente progride para manifestações extrapulmonares, como o descondicionamento físico, a fraqueza muscular e a perda de peso.

 

"A participação no programa da ESSUA permite às pessoas com DPOC aumentar a tolerância a pequenos esforços, como caminhar ou subir escadas, diminuir a sensação de falta de ar e o cansaço".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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