Doenças podológicas: 60% das crianças apresentam alterações digitais

Estudo de Podologia da Escola Superior de Saúde do Vale do Sousa

18 junho 2012
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Um terço das crianças do norte do país tem pés normais e as restantes “sofrem de doenças podológicas”, revela um estudo orientado por Miguel Oliveira, coordenador do curso de Podologia da Escola Superior de Saúde do Vale do Sousa (ESSVS).

 

O estudo, ao qual a agência Lusa teve acesso, teve a colaboração dos alunos de mestrado do curso de Podiatria Infantil e dá conta que apenas “32 % das crianças apresentam pés considerados normais”.

 

Para o estudo os investigadores contaram com a participação de quase mil crianças, com cerca de nove anos, tendo apurado que, deste universo, mais de “60 % dos miúdos apresentavam alterações digitais e dedos em garra, 14% tinham alterações dérmicas ou ungueais e mais de 50% apresentavam pés assimétricos no seu apoio”.

 

De acordo com Miguel Oliveira, estes problemas acabam por influenciar, de “forma negativa”, as funções normais do “tornozelo, anca, joelhos, coluna, membros inferiores e até da cabeça”, levando a que, mais tarde, "possam surgir outros problemas de saúde". Assim, há “necessidade no diagnóstico precoce destas patologias”, avançou o docente.

 

O documento alerta ainda para o fato de os problemas nos pés terem aumentado de forma tão significativa ser motivado, não só pela forma como são feitos os “novos sapatos e ténis”, mas também porque as crianças “andam cada vez menos descalças”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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