Doenças infecciosas exigem resposta global

Estudo lança alerta mundial

19 março 2003
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Conselheiros da Administração norte-americana exortaram os responsáveis sanitários do país a liderarem os esforços internacionais para detecção e combate às novas infecções.
 

 

Em relatório ontem divulgado, numa altura em que especialistas de todo o mundo procuram identificar uma doença que aparenta ser uma pneumonia atípica, os especialistas sublinham que «as doenças infecciosas atravessam as fronteiras nacionais e requerem uma resposta global», afirmou Margaret Hamburg, directora da comissão que preparou o estudo.
 

 

O documento foi elaborado para o Instituto da Medicina, uma organização privada que fornece aconselhamento político na área da saúde ao governo dos EUA.
 

 

Actualmente, aliás, decorrem investigações de emergência em todo o mundo no sentido de isolar as causas de uma nova doença letal e contagiosa, que parece ter surgido na Ásia.
 

 

A rápida disseminação da doença na Ásia e a descoberta de casos no Canadá levaram à emissão, sábado, de um alerta mundial pela Organização Mundial de Saúde (OMS). «Os
 

Estados Unidos devem liderar os esforços para alterar a complacência dos países industrializados em relação às doenças infecciosas», afirmou Hamburg, vice-presidente dos programas biológicos da «Nuclear Threat Iniciative», um grupo privado que trabalha no sentido de prevenir a disseminação das armas nucleares, biológicas e químicas.
 

 

Os micróbios vivem em qualquer nicho ecológico do planeta, refere o relatório, sublinhando que embora muitos sejam benéficos, outros podem causar doenças mortais. «A magnitude e urgência do problema exigem empenho e preocupações renovados», sublinha o documento.
 

 

As novas infecções espalham-se hoje mais rapidamente devido à crescente facilidade de viajar e ao crescimento contínuo das cidades, onde se concentram grandes aglomerados populacionais.
 

 

O relatório contém um apelo aos Estados Unidos solicitando a ajuda de Washington para reduzir esta ameaça à saúde global, concentrando-se em particular nos países em vias de desenvolvimento, onde a vigilância assume uma importância crucial.
 

 

Fonte: Lusa
 

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