Doenças emergentes quadruplicaram nos últimos 50 anos

Estudo apresentado na “Nature”

27 fevereiro 2008
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As chamadas doenças infecciosas emergentes - como a Sida, o vírus do Nilo Ocidental, a pneumonia atípica (SARS), o vírus do Ébola ou a gripe aviária -, quase que quadruplicaram nos últimos 50 anos, aponta um estudo publicado na revista “Nature”
 

 

O estudo foi efectuado por cientistas de quatro instituições (Zoological Society of London, Odum School of Ecology da University of Georgia, Center for International Earth Science Information Network (CIESIN) e o Consórcio para uma Medicina Ambiental do Wildlife Trust.
 

 

Os investigadores analisaram 335 doenças emergentes surgidas entre 1940 e 2004, estudando as suas relações com a densidade populacional, a latitude, a precipitação e a biodiversidade. Os seus trabalhos conduziram à elaboração de mapas que identificam os “pontos quentes” onde podem surgir as futuras doenças emergentes.
 

 

De acordo com os investigadores, 60% das doenças emergentes são originárias de doenças animais transmissíveis ao homem (zoonoses), a maioria das quais provenientes de animais selvagens. As zonas que correm mais riscos de zoonoses são "a totalidade do sudeste asiático, o sub-continente indiano, o delta do Niger e a região dos Grandes Lagos Africanos", indicou Marc Levy (CIESIN).
 

 

Cerca de 20% das doenças emergentes têm, por outro lado, origem em resistências aos tratamentos, que se devem principalmente à utilização crescente de antibióticos nos países ricos. Os investigadores citam os casos da Tuberculose resistente e da bactéria E. Coli.
 

 

Fontes: Lusa e Imprensa Internacional
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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