Doenças crónicas e sedentarismo com elevada prevalência em Portugal

Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico

01 junho 2016
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Os portugueses apresentam uma elevada prevalência de hipertensão arterial, obesidade e diabetes, bem como níveis elevados de sedentarismo, consumo de bebidas alcoólicas e exposição ao fumo do tabaco, de acordo com o Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF).
 

O primeiro inquérito à saúde dos portugueses, com exame físico, foi promovido e desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), em parceria com o Instituto Norueguês de Saúde Pública e com as administrações regionais de saúde do continente e das regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
 

O inquérito contou com a participação de 4.911 pessoas (2.265 homens e 2.646 mulheres) com idades entre os 25 e os 74 anos, que realizaram, para o efeito, um exame físico, colheita de sangue e entrevista.
 

O coordenador geral do INSEF, Carlos Dias, referiu à agência Lusa que o inquérito proporciona dados que, “ainda numa fase de análise muito prévia, confirmam alguns indicadores preocupantes em termos da prevalência da obesidade, hipertensão e da diabetes”, mas também outros que atestam “um elevado grau de sedentarismo”.
 

O estudo indica que, em 2015, o estado de saúde da população portuguesa entre os 25 e os 74 anos de idade caracterizava-se por uma “elevada prevalência de algumas doenças crónicas”, como a hipertensão arterial, a obesidade e a diabetes.
 

O INSEF apurou que cerca de um terço da população masculina referiu consumo perigoso de álcool (binge drinking), valor muito superior ao do sexo feminino (5,3%). Este tipo de consumo foi mais prevalente no grupo etário mais jovem, tanto nos homens como nas mulheres.
 

Relativamente ao tabaco, verificou-se que este era consumido diariamente ou ocasionalmente por 28,3% da população masculina e por 16,4% da população feminina, observando-se prevalências mais elevadas no grupo etário 25 a 34 anos e menores no grupo etário 65 a 74 anos. Nas mulheres, o consumo de tabaco aumenta com a escolaridade mais elevada, enquanto nos homens era mais prevalente nos grupos com escolaridade intermédia, independentemente da idade.
 

A investigação adianta que o sedentarismo nos tempos livres afetava 44,8% da população, com maiores prevalências nas mulheres, no grupo etário entre os 55 e os 64 anos, na Região Autónoma dos Açores (52,5%), na população com menor escolaridade e desempregada.
 

De acordo com Carlos Dias, estes indicadores mostram-nos “algumas necessidades em saúde que certamente irão ser levadas em consideração pelos serviços públicos”.
 

Esta radiografia revela ainda que o país não é todo igual nas matérias abordadas, o que, para o seu coordenador, “é uma vantagem”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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