Doenças cerebrais: spray nasal pode vir a substituir comprimidos

Estudo publicado no “International Journal of Pharmaceutics”

27 maio 2014
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Spray nasal pode em breve substituir comprimidos para o transporte de fármacos para o cérebro, dá conta um estudo publicado no “International Journal of Pharmaceutics”.
 

Sempre que um indivíduo tem uma infeção ou uma dor de cabeça e toma um comprimido, introduz no organismo uma quantidade fármacos superior à que realmente necessita. Isto ocorre porque apenas uma pequena fração de os fármacos presentes nos comprimidos atinge os locais certos no organismo. O restante nunca chega ao destino e pode causar efeitos secundários adversos.
 

Este tipo de “overdose” verifica-se especialmente no tratamento de doenças cerebrais, pois este órgão não aceita facilmente a entrada de fármacos. “As pessoas com doenças cerebrais tomam habitualmente grande quantidades, desnecessárias, de fármacos. Ao longo da vida, ou em caso de doença crónica, isto pode tornar-se num problema para a saúde”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Massimiliano Di Cagno.
 

De forma a tentar encontrar formas mais eficazes de transportar os fármacos para o cérebro, os investigadores da Universidade do Sul da Dinamarca e da Universidade de Aalborg, na Dinamarca, desviaram a sua atenção para o nariz. Na verdade muitas substâncias podem ser assimiladas de uma forma rápida pelo nariz. Contudo, necessitam de ajuda para serem transportadas através da parede nasal e posteriormente para locais específicos no cérebro.
 

Apesar de já terem sido encontradas formas de transportar substâncias ativas da parede nasal para o cérebro, o problema é que este tipo de transportadores não consegue libertar o seu conteúdo quando chegam ao cérebro. O que acontece é que apesar de os fármacos chegarem ao seu destino, ficam fechados nos seus veículos de transporte.
 

De forma a tentar ultrapassar este obstáculo, os investigadores utilizaram um veículo de transporte, um polímero de açúcar. Foi verificado que este foi capaz de transportar o fármaco da parede nasal para o cérebro, bem como libertar o fármaco.
 

“Este é um avanço importante, que nos vai ajudar a conseguir administrar fármacos cerebrais através de um spray nasal”, disse o investigador
 

"Resolvemos o problema de administrar um fármaco através do nariz, também conseguimos libertar o fármaco após este ter entrado no cérebro. Agora ainda temos um terceiro desafio: garantir a libertação continua ao longo de um longo período de tempo. Isto é especialmente importante no caso do paciente crónico, que necessita de fármacos por vezes hora a hora ", conclui Massimiliano Di Cagno.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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