Doenças cardíacas: fatores de risco afetam mais mulheres e raça negra

Estudo publicado na revista “Circulation”

14 agosto 2014
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Os principais fatores de risco cardiovascular combinados afetam maioritariamente mulheres e pessoas de raça negra, indica um estudo da American Heart Association.

 

O novo estudo analisou alterações nos riscos atribuíveis à população relativamente aos cinco principais fatores de risco cardiovascular que podem ser alterados: colesterol elevado, hipertensão arterial, tabagismo, obesidade e diabetes. Os riscos atribuíveis à população são medidas que avaliam o quão comum é um fator de risco e em que medida o mesmo poderá aumentar o risco de doenças cardiovasculares no futuro.

 

Para investigar o impacto destes fatores de risco nas diferentes raças e sexos, a equipa de investigadores analisou dados de 13.541 pessoas (56% mulheres e 26% pessoas de raça negra).

 

Os participantes foram submetidos a quatro exames no decorrer de quatro períodos diferentes, entre 1987 e 1998. Durante o período do estudo os participantes tinham entre 52 e 66 anos de idade e não sofriam de doenças cardiovasculares. Durante os exames, os investigadores avaliaram os fatores de risco dos participantes, bem como a contribuição de cada fator de risco para o desenvolvimento de doença cardiovascular nos dez anos seguintes.

 

A combinação dos riscos atribuíveis à população para os cinco principais fatores de risco manteve-se igual nas pessoas de raça negra mas diminuiu nas de raça branca.

 

A contribuição da diabetes para a doença cardiovascular foi maior nas mulheres do que nos homens e foi mais de duas vezes superior em pessoas de raça negra em relação aos de raça branca.

 

A influência da hipertensão arterial nas doenças cardiovasculares foi superior nas mulheres em relação aos homens e também nas pessoas de raça negra em relação às de raça branca.

 

Relativamente à obesidade, o peso como fator de risco no desenvolvimento de doenças cardiovasculares manteve-se no mesmo nível. No entanto, a equipa considera que o seu efeito como fator de risco poderá ser visível mais tarde e ter um impacto na diabetes, contribuindo assim para a doença cardíaca.

 

Por outro lado, a contribuição do tabagismo e do colesterol elevado decresceu nos últimos anos. No caso do tabagismo, poderá dever-se ao facto de haver menos pessoas a fumar. No entanto, para quem fuma, o risco de doenças cardiovasculares aumentou, pois este grupo tende a fumar mais ou a apresentar fatores de risco adicionais.

 

Relativamente à menor contribuição elevado para as doenças cardiovasculares, tal pode ficar a dever-se a maior consciencialização do problema e melhorias nos tratamentos, que podem variar desde alterações na dieta até tratamentos com Estatinas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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