Doenças autoimunes: potencial tratamento foi encontrado

Estudo publicado na revista “Nature Chemical Biology”

21 março 2012
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Investigadores americanos descobriram uma potencial terapia para o tratamento das doenças autoimunes, dá conta um estudo publicado na “Nature Chemical Biology”.

 

As doenças autoimunes, tais como a diabetes tipo I e a artrite reumatóide, são causadas por um sistema imune descontrolado que reage contra os tecidos saudáveis, danificando-os. A proteína LYP mutada tem vindo a ser associada com múltiplas doenças autoimunes.

 

Estudos anteriores já haviam indicado que a LYP se liga a outra proteína, a CSK, impedindo a ativação dos linfócitos T. A ativação descontrolada dos linfócitos T é característica de muitas doenças autoimunes, tornando essencial o bom funcionamento da LYP e da CSK. Contrariamente à proteína não mutada, a LYP mutada não se liga à CSK.

 

Neste estudo, os investigadores do Sanford-Burnham Medical Research Institute, nos EUA, mostraram que a LYP não mutada se pode dissociar da CSK, o que estranhamente a torna mais eficaz  no controlo dos sinais que ativam as células T. Estes resultados explicam por que motivo a LYP mutada é melhor na limitação da ativação dos linfócitos T do que que não mutada.

 

Contudo, “ainda é um mistério o mecanismo pelo qual a proteína impede a sinalização dos linfócitos T causando autoimunidade”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Lutz Tautz. “Num modelo simples de autoimunidade, seria de esperar o oposto”. O investigador acrescenta que esta ocorrência pode possivelmente ser explicada pelo fato da proteína mutada diminuir a ação dos linfócitos T reguladores, que controlam outro tipo de linfócitos T, os que causam a autoimunidade.

 

Neste estudo, os investigadores também testaram 50.000 compostos e descobriram que 33 destes apresentavam um efeito específico na atividade da LYP. Um dos compostos, o LTV-1, bloqueou a ação da proteína mutada: de fato em condições fisiológicas, o LTV-1 é o mais potente inibidor da LYP encontrado até à data.

 

Os autores do estudo planeiam agora melhorar a eficácia do LTV-1. O desenvolvimento de novos tratamentos para as doenças autoimunes ajudaria a melhorar a vida de milhões de pessoas. Só nos EUA, este tipo de doenças afeta 25 milhões de indivíduos e de acordo com U.S. Department of Health and Human Services, as doenças autoimunes são a principal causa de morte e de incapacidade.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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