Doença venosa crónica afecta mais de metade dos portugueses

Estudo da Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular

06 junho 2010
  |  Partilhar:

A doença venosa crónica (DVC) afecta, de alguma forma, a qualidade de vida de mais de metade dos portugueses com mais de 50 anos, conclui um estudo pioneiro em Portugal, realizado pela Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular (SPACV).
 

A DVC, que resulta de uma alteração estrutural do sistema venoso dos membros inferiores, é visível nas varizes, derrames e úlceras de perna.

 

O estudo “O que sabe sobre as suas veias?”, foi realizado num período limitado de 2009 e visou analisar o impacto da DVC na qualidade de vida das pessoas. Para o trabalho foram questionadas 5.617 pessoas de Portugal continental e ilhas, assistidas nos cuidados de saúde primários.

 

“É uma doença bastante prevalente e atinge claramente acima de 30% da população, sobretudo mulheres”, disse o médico que liderou o estudo, Armando Mansilha, acrescentando que o seu impacto na qualidade de vida das pessoas “é tão mais verdade quando aplicado ao sexo feminino em idades mais avançadas”.

 

“Conclui-se que mais de 50% das pessoas com mais de 50 anos têm, de alguma forma, repercussão na sua vida devido a sintomas da doença”, afirmou ainda o médico, em declarações citadas pela agência Lusa.

 

Para o especialista é necessário “sensibilizar os doentes para a presença de sintomas”, considerando que devem ser valorizados “dor, cansaço nas pernas, sensação de peso e edema”, dado poderem ter consequências graves, tais como trombose na veia (tromboflebite) e úlcera varicosa.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.