Doença renal: diagnóstico precoce poderá ser possível

Estudo publicado no “Journal of the American Society of Nephrology”

24 abril 2015
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Uma equipa de investigadores fez uma importante descoberta que poderá tornar o diagnóstico precoce da doença renal uma realidade.
 
Rachel Lennon e equipa da Universidade de Manchester, Reino Unido, têm vindo a estudar as razões pelas quais a doença renal afeta mais algumas pessoas de acordo com o seu sexo e raça. As pessoas de raça afro-caribenha e os homens são mais suscetíveis à doença do que as de raça caucasiana e mulheres.
 
Para o estudo, a equipa decidiu centrar-se na estrutura à volta das células de tecido renal, em vez de se debruçarem no funcionamento das próprias células. Utilizaram o método de espectrometria de massa para analisarem tecido de ratinhos de diferentes origens genéticas e sexo, alguns dos quais suscetíveis a falência renal.
 
As amostras de tecido eram dos filtros dos rins, que controlam o que passa para a urina e o que o organismo retém. Cada rim possui cerca de um milhão de filtros que são responsáveis pelo processamento diário de 180 litros de líquidos. 
 
Foi apurado que existiam diferenças significativas na composição do tipo de proteínas entre ratinhos, sendo as maiores entre as diferentes origens genéticas por oposição às diferenças observadas entre os sexos.
 
A equipa utilizou um microscópio de eletrões para analisar detalhadamente os filtros. Um filtro normal possui uma estrutura de proteínas entre dois tipos de células. Nos ratinhos suscetíveis a doença renal foi observado que a extremidade daquela estrutura era anormal, com aberturas e protuberâncias, assim como a própria composição dos filtros.
 
A investigadora Rachel Lennon observa que o mais extraordinário é que os rins dos ratinhos que apresentavam suscetibilidade pareciam estar a funcionar normalmente, sendo que os roedores não exibiam qualquer sintoma de doença renal e encontravam-se de plena saúde.
 
Rachel Lennon pergunta-se: ”a próxima questão, e aquela sobre a qual estaremos debruçados no próximo estudo, é quando é que ocorre esta diferença estrutural – à nascença ou numa fase mais tardia”?
 
A equipa irá seguidamente investigar as razões subjacentes às diferenças estruturais e se existe um mecanismo que poderia ser desligado antes de os sintomas da doença renal se manifestarem e terem ocorrido problemas. Os investigadores preveem também analisar tecido humano para determinar se essas diferenças estruturais ocorrem nos filtros humanos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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