Doença renal crónica: caminhar prolonga a vida e melhora prognóstico

Estudo publicado no “Clinical Journal of the American Society of Nephrology”

20 maio 2014
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Os pacientes com doença renal crónica podem diminuir a necessidade de transplante renal, diálise ou mesmo prolongar a vida se caminharem mais, defende um estudo publicado no “Clinical Journal of the American Society of Nephrology”.
 
A doença renal crónica ou insuficiência renal crónica é caracterizada pela perda gradual da função renal. À medida que a doença se agrava, os rins removem com dificuldade os resíduos e excesso de água do corpo. Esta acumulação de resíduos pode conduzir a outros problemas de saúde, como pressão arterial elevada, anemia, danos no sistema nervoso e problemas nutricionais.
 
Em fases mais avançadas da doença ou insuficiência renal os pacientes necessitam de diálise ou mesmo transplante renal. Estes pacientes sentem muitas vezes fadiga e falta de energia, o que pode reduzir a prática de atividade física. 
 
Neste estudo os investigadores do Hospital Universitário Chinês, em Taiwan, decidiram avaliar se a prática de um simples exercício físico, como caminhar, poderia beneficiar os pacientes com doença renal crónica.
 
Os investigadores contaram assim com a participação de 6.263 pacientes com uma média de 70 anos, os quais foram acompanhados ao longo de 1,3 anos. Todos os pacientes se encontravam entre o estádio 3 e 5 da doença.
 
O estudo apurou que os pacientes que caminhavam apresentavam um risco 21% menor de necessitarem de diálise ou de transplante e um risco 33% de morrerem, comparativamente com aqueles que não praticavam esta atividade física. 
 
Os investigadores também verificaram que quanto mais os pacientes caminhavam menos risco tinham de morrer. Aqueles que caminhavam uma a duas vezes por semana tinham um risco 17% menor de morrer, comparativamente com aqueles que não o faziam. Aqueles que caminhavam três a quatro, cinco a seis, e sete ou mais vezes por semana tinham um risco 28, 58 e 59% menor de morrer, respetivamente.
 
O estudo apurou ainda que os pacientes que caminhavam uma a duas vezes, três a quatro, cinco a seis, e sete ou mais vezes por semana tinham um risco 19, 27,43 e 44% menor de necessitar de diálise ou transplante renal, respetivamente.
 
Os investigadores concluíram assim que caminhar aumentava a sobrevivência dos pacientes e diminuía a necessidade de diálise.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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