Doença pulmonar obstrutiva crónica poderá ser detetada precocemente

Estudo publicado na revista “Respiration”

23 abril 2012
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Investigadores austríacos descobriram um novo biomarcador sanguíneo capaz de detetar, precocemente, a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), revela um estudo publicado na revista “Respiration”.

 

A DPOC é uma doença que afeta os pulmões sendo caracterizada pela destruição de muitos alvéolos, o que resulta na diminuição da capacidade respiratória. O consumo de tabaco é a causa mais frequente desta doença crónica e progressiva.

 

Apesar de os sintomas mais comuns englobarem falta de ar, expetoração excessiva, e tosse crónica, está não é simplesmente uma “tosse de fumador”, pois pode conduzir lentamente à morte. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) esta doença será, em 2030, a terceira principal causa de morte em todo o mundo.

 

Assim, a deteção precoce é a chave do tratamento desta doença pulmonar. À medida que a doença progride, causa danos nos pulmões, como aprisionamento do ar e enfisema pulmonar. Os indivíduos afetados por esta doença podem sentir-se saudáveis nos estádios iniciais, pois os testes que aferem a função pulmonar só detetam alterações no volume pulmonar, que ocorrem apenas nos estádios tardios da doença.

 

Este novo estudo realizado pelos investigadores da Medical University of Vienna, Áustria, sugere agora que elevados níveis de uma proteína, denominada por HSP27, no sangue podem ser indicadores dos danos pulmonares no estádio inicial da doença.

 

Para este estudo os investigadores, liderados por Hendrik Jan Ankersmit, recrutaram 94 indivíduos fumadores, aparentemente saudáveis, que tinham em média 43 anos. Todos os participantes foram submetidos a tomografias de elevada resolução, testes para avaliação da função pulmonar e análises sanguíneas.

 

Os resultados das tomografias mostraram que 57,5% dos participantes mostravam sinais de aprisionamento do ar e aprisionamento com enfisema, apesar dos testes de avaliação da função pulmonar estarem aparentemente normais. Através das análises sanguíneas os investigadores constataram que os níveis da HSP27 estavam correlacionados com os danos pulmonares detetados nas tomografias.

 

“Se houver um aumento da prevalência da HSP27 e de um fator de risco, como o tabagismo, é evidente que isto pode significar danos pulmonares, e, potencialmente, o começo da DPOC”, revelou em comunicado de imprensa, Hendrik Jan Ankersmit. O investigador espera que um dia os pneumologistas utilizam a HSP27 como um marcador da doença pulmonar.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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