Doença pulmonar obstrutiva crónica afecta mais portugueses do que o esperado

Estudo apresentado congresso da Sociedade Portuguesa de Pneumologia

13 dezembro 2010
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A doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) afecta quase três vezes mais pessoas do que os dados oficiais apontavam para Portugal, revela um estudo apresentado na semana passada em Coimbra, num congresso da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP).

 

A coordenadora deste estudo em Portugal, Cristina Bárbara, revelou à agência Lusa que este estudo integrado no projecto internacional “iniciativa Bold” “apresentou uma prevalência muito superior à oficialmente estabelecida. A anterior era de 5,3 % e este estudo apresenta uma prevalência de 14,2 %”.

 

De forma a caracterizar a prevalência desta doença em Portugal, os investigadores avaliaram a população da zona urbana e suburbana de Lisboa, o que corresponde a cerca de 2,7 milhões de pessoas.

 

“Outros dados que este estudo aponta é que à medida que aumenta a carga tabágica, aumenta a probabilidade de ter DPOC e à medida que aumenta a faixa etária também aumenta a probabilidade de ter DPOC”, acresça a investigadora.

 

Para o presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, Robalo Cordeiro, o tabaco influencia no surgimento da DPOC em “mais de 80% das vezes”, o que aconselha a uma intervenção preventiva, em idades muito baixas, para que as pessoas nunca comecem a fumar.

 

Outra conclusão do estudo é que há uma doença que em muitos casos não está ainda diagnosticada. A taxa de diagnóstico é de 6,2 % e a prevalência da doença é de 14,2 %.

 

Um outro resultado inesperado, de acordo com Cristina Bárbara é “uma prevalência elevada de DPOC em não fumadores. Face à elevada prevalência encontrada, que foi de 9,2% em não fumadores, obriga a que estejamos atentos ao rastreio destas populações e à investigação de novos factores de risco”, acrescentou.

 

O estudo mostra também que “há uma grande exposição profissional a gases, poeiras e fumos nos ambientes de trabalho, que são também factores contributivos” para a doença.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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