Doença pulmonar: biomarcadores associados à exacerbação

Estudo publicado no “JAMA”

17 junho 2013
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Níveis simultaneamente elevados dos biomarcadores, nomeadamente proteína C-reativa, fibrinogénio e número de leucócitos, nos indivíduos com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) estão associados a um risco aumentado de exacerbação da doença, refere um estudo publicado no “JAMA”.
 

As exacerbações dos sintomas respiratórios em pacientes com DPOC são de grande importância devido aos seus efeitos negativos e de longa duração. Episódios frequentes aceleraram a perda da função pulmonar, afetam a qualidade de vida dos pacientes, e estão associados a um menor tempo de sobrevida.
 

Alguns pacientes com DPOC apresentam inflamação sistémica de baixo grau, com níveis elevados de certos marcadores inflamatórios durante condições estáveis. Estudos anteriores já tinham demonstrado que níveis elevados de marcadores inflamatórios, como a proteína C-reativa, fibrinogénio e número de leucócitos, durante DPOC estável, estavam associados a resultados pouco animadores.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, decidiram averiguar se os elevados níveis de biomarcadores inflamatórios nos indivíduos com DPOC estável estavam associados a um maior risco de estes sofrerem uma exacerbação da doença. O estudo incluiu a participação de 61.650 indivíduos, 6.574 dos quais tinham DPOC. Os níveis da proteína C-reativa, fibrinogénio e número de leucócitos foram medidos numa altura em que os participantes não apresentavam exacerbação dos sintomas. A exacerbação foi definida como necessidade de tratamento com corticosteróides orais que poderia ser combinado com a toma de antibióticos ou admissão no hospital, devido ao agravamento dos sintomas.
 

Os investigadores observaram que, durante uma mediana de 4 anos de tempo de acompanhamento, ocorreram 3.083 casos de exacerbação dos sintomas. Foi constatado que em comparação com os indivíduos que não tinham marcadores elevados, nos que tinham, o risco de ter exacerbações frequentes aumentou aproximadamente 4 vezes no primeiro ano de acompanhamento e 3 vezes no máximo do período de acompanhamento.
 

"É importante ressaltar que as estimativas de risco relativo foram consistentes, mesmo em pessoas com DPOC moderado, e naqueles sem história de exacerbações frequentes, o que sugere que estes biomarcadores fornecem informações adicionais para a mais recente classificação da Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease [GOLD] 2011”, referiram os investigadores.
 

“O nosso estudo fornece novas informações que podem conduzir a uma avaliação mais simples, através de medições de marcadores inflamatórios em indivíduos com DPOC estável, de modo a estratificar as terapias preventivas com base no risco absoluto de exacerbações frequentes. Os benefícios potenciais desta estratificação devem ser testados em ensaios clínicos futuros (…), acrescentam os autores do estudo."

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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