Doença periodontal associada a risco cardiovascular

Estudo publicado no “European Journal of Preventive Cardiology”

14 abril 2014
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As doenças periodontais, como a perda de dentes e gengivite, foram identificadas como um potencial marcador de risco da doença cardiovascular, dá conta um estudo publicado no “European Journal of Preventive Cardiology”.
 

Para o estudo os investigadores da Universidade da Uppsala, Suécia, contaram com a participação de 15.828 indivíduos de 39 países, todos com doença coronária crónica e pelo menos um fator de risco adicional para a doença coronária. Todos os participantes preencheram um questionário sobre o estilo de vida adotado, foram sujeitos a um exame físico e a um teste sanguíneo. Os participantes foram também questionados sobre a sua saúde oral, tendo fornecido informações sobre o número de dentes que ainda tinham e a frequência com que sangravam das gengivas.
 

O estudo apurou que os indicadores da doença periodontal, como perda de dentes ou hemorragia gengival, estavam associados a vários fatores de risco cardiovascular. A análise estatística demonstrou que o aumento da prevalência da perda de dentes estava significativamente associada a níveis mais elevados de glucose em jejum, de colesterol LDL, de pressão arterial sistólica e perímetro da cintura. Uma maior hemorragia das gengival foi também associada a elevados níveis de colesterol LDL e pressão arterial sistólica.
 

Por outro lado, uma menor perda de dentes estava associada a menores níveis de fatores de risco cardiovascular.
 

De acordo com os investigadores, estes resultados sugerem que há fatores de risco comuns entre as doenças orais e doença coronária. “A relação evidente e consistente entre a saúde oral e o risco cardiovascular sugere que a doença periodontal é um fator de risco da incidência da doença coronária”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Ola Vedin.
 

"O facto da doença periodontal ser um fator de risco independente da doença coronária é um assunto que ainda continua a ser debatido. Enquanto alguns estudos sugerem que há uma associação moderada, outros são contraditórios. Os nossos resultados demonstraram que há uma associação entre a doença periodontal auto-relatada e os vários fatores de risco cardiovascular e como tal, apoiam uma possível associação entre estas duas condições”, acrescentou o investigador.
 

No entanto, Ola Vedin, diz que não vai ao ponto de defender uma higiene oral mais rigorosa, como uma estratégia de redução do risco cardiovascular.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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