Doença mental: protesto silencioso de corda ao pescoço

Ação promovida por uma Instituição Particular de Solidariedade Social

21 julho 2015
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Protesto silencioso de corda ao pescoço juntou ontem no Porto mais de meia centena de pessoas para alertar as autoridades de saúde para os problemas das pessoas que têm doença mental, bem como reivindicar mais apoios.
 

Esta ação foi promovida por uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), a ENCONTRAR+SE, que tem sede no Porto e apoia quase uma centena de utentes desde 2008, mas que “está em situação limite", de acordo com José Augusto Pereira, porta-voz do grupo de familiares e utentes que esta manhã marcou presença no protesto.
 

"A corda ao pescoço simboliza o estado terminal da ENCONTRAR+SE e dos cuidados com a saúde mental em Portugal", disse à agência Lusa o porta-voz, descrevendo doenças mentais, algumas delas crónicas, que podem causar situações muito incapacitantes para os pacientes.
 

José Augusto Pereira explicou que a ENCONTRAR+SE presta serviços de psicologia, psiquiatria e terapêuticos. Também organiza atividades para ocupação dos utentes e apoio aos familiares, entre outras ações e apoios, "quase a título gratuito" e fruto de "ajudas pontuais e patrocínios". É ambição desta IPSS "sem fins lucrativos" ser integrada na Rede de Cuidados Continuados nacional.
 

"Existe no sistema nacional uma lacuna deste tipo de serviços e de alguma forma a ENCONTRAR+SE substitui-se ao Estado na obrigação de apoiar doentes e famílias. Portanto, achamos que deveríamos receber apoio e ser integrados na rede pública. Sem um apoio, a ENCONTRAR+SE está condenada e os utentes deixarão de ter estes serviços", disse José Augusto Pereira.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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