Doença inflamatória intestinal pode ser tratada com nanopartículas?

Estudo publicado na revista “Colloids and Surfaces B: Biointerfaces”

12 abril 2016
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A doença inflamatória intestinal pode ser tratada com nanopartículas concebidas para bloquear uma molécula encontrada na superfície das células que desempenha um papel importante na inflamação, dá conta um estudo publicado na revista “Colloids and Surfaces B: Biointerfaces”.
 

Os investigadores da Universidade da Geórgia, nos EUA, e da Universidade do Sudoeste da China desenvolveram nanopartículas para reduzir a expressão de uma glicoproteína que promove a inflamação, a CD98.
 

“Tivemos por alvo a CD98 uma vez que estudos anteriores sugeriram que esta glicoproteína é altamente expressa em células imunitárias ativadas envolvidas na doença inflamatória intestinal”, referiu, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Didier Merlin.
 

A doença inflamatória intestinal inclui a colite ulcerosa e a doença de Crohn, duas condições com resposta anormal recorrente ou crónica do sistema imunitário e inflamação do trato gastrointestinal. A doença inflamatória intestinal piora ao longo do tempo e provoca sintomas gastrointestinais graves, como diarreia persistente, dor abdominal, febre, hemorragia retal, perda de apetite e de peso.
 

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, nos EUA, os pacientes apresentam um risco aumentado de desenvolverem cancro do cólon e necessitam de serem submetidos a uma cirurgia quando a medicação não é capaz de controlar os sintomas.
 

O estudo sugere que o desenvolvimento de nanoterapias pode ser uma alternativa eficaz aos fármacos atuais, que são limitados devido aos efeitos secundários, no tratamento de condições inflamatórias como a doença inflamatória intestinal.
 

Os investigadores desenvolveram as nanopartículas através da combinação de CD98 siRNA, que inibe a expressão do gene CD98 num tipo de células imunitárias envolvidas na doença inflamatória intestinal (os macrófagos) e o quitosano modificado com ácido urocánico (UAC, sigla em inglês). Quando apresentado aos macrófagos, as nanopartículas tiveram um efeito anti-inflamatório nestas células imunitárias.

 

Os investigadores verificaram que as nanopartículas tinham um tamanho adequado e não apresentavam toxicidade contra os macrófagos e células epiteliais do cólon.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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