Doença inflamatória dos intestinos aumenta risco de ansiedade generalizada

Estudo publicado na revista “Inflammatory Bowel Diseases”

03 agosto 2015
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Os indivíduos com doença inflamatória dos intestinos, como doença Crohn ou colite ulcerosa, apresentam um risco duas vezes maior de desenvolver ansiedade generalizada, comparativamente com os indivíduos saudáveis, dá conta um estudo publicado na revista “Inflammatory Bowel Diseases”.
 

Os investigadores da Universidade de Toronto, no Canadá, constataram que as mulheres com doença inflamatória dos intestinos eram particularmente mais vulneráveis à ansiedade. Estas apresentavam um risco quatro vezes maior do que os homens de desenvolver problemas de ansiedade.
 

De forma a chegarem a estas conclusões os investigadores analisaram os dados do “Estudo de Saúde Comunitária do Canadá: Saúde Mental” de 2012 que incluiu mais de 22 mil canadianos. Um total de 269 indivíduos tinha sido diagnosticado com doença Crohn ou colite ulcerosa.
 

"O estudo chama a atenção para a necessidade de exames de rotina e intervenções direcionadas para os transtornos de ansiedade. Particularmente entre os pacientes mais vulneráveis à doença inflamatória dos intestinos, como mulheres, indivíduos com dor crónica e aqueles com histórico de abuso sexual na infância”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos coautores do estudo, Joanne Sulman.
 

Os investigadores constataram que existiam outros dois fatores que estavam associados à ansiedade entre os indivíduos com doença inflamatória dos intestinos. Verificou-se que os pacientes com doença inflamatória dos intestinos e com história de abuso sexual na infância tinham um risco seis vezes maior de ter distúrbios de ansiedade. Os investigadores constataram ainda que aqueles com dor crónica moderada ou severa apresentavam um risco duas vezes maior de terem este tipo de distúrbios comparativamente com aqueles com dor crónica ligeira ou sem dor.
 

De acordo com um professor de ciências da Universidade de Toronto, Patrick McGowan, uma das razões para este estudo ser tão importante deve-se ao facto de este evidenciar a ligação entre a saúde física e mental.
 

"Às vezes pensamos nas duas como entidades completamente distintas, mas na realidade elas estão intimamente ligadas. Ambas envolvem mudanças físicas genuínas no organismo e afetam-se mutuamente”, conclui Patrick McGowan.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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