Doença inflamatória do intestino na infância aumenta risco de cancro e morte

Estudo publicado na “Alimentary Pharmacology & Therapeutics“

14 maio 2019
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Os indivíduos que tenham desenvolvido doença inflamatória do intestino (DII), como colite ulcerosa ou doença de Crohn durante a infância correm um risco maior de cancro e morte prematura, demonstrou um novo estudo.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores do Hospital Universitário de Copenhaga, Dinamarca, o estudo teve como base o seguimento de 6.689 pacientes que tinham sido diagnosticados com colite ulcerosa ou doença de Crohn antes de terem completado 18 anos de idade, entre 1992 e 2014.
 
Os jovens participantes foram acompanhados durante um período mediano de 9,6 anos, até perfazerem uma mediana de idades de 22,3 anos.
 
Durante o período de acompanhamento, 72 pacientes desenvolveram cancro e 65 morreram. A maioria dos cancros tinham sido no intestino delgado e grosso. Alguns dos casos foram de linfoma e de melanoma na pele.
 
Como conclusão, os investigadores apuraram que os pacientes que tinham desenvolvido colite ulcerosa durante a infância apresentavam um risco 2,5 vezes mais elevado de desenvolverem cancro e 3,7 vezes de morrerem durante o período de acompanhamento, em relação à população geral.
 
Quanto aos participantes que tinham desenvolvido doença de Crohn na infância, o risco de cancro era 2,6 vezes superior e de morte 2,2 vezes superior, em relação ao resto da população.
 
As principais razões de morte foram o cancro, suicídio e infeções. Portanto, a equipa acentuou a necessidade de vigilância em relação ao cancro nos jovens pacientes com colite ulcerosa e doença de Crohn, assim como em relação à saúde mental.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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