Doença Inflamatória do Intestino: fármaco aumenta risco de cancro da pele

Estudos publicados na revista “Gastroenterology”

06 dezembro 2011
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Alguns pacientes com doença inflamatória do intestino (DII) podem estar em risco aumentado de desenvolverem cancro da pele devido à toma de fármacos imunossupressoras para tratar a patologia intestinal, de acordo com os resultados de dois novos estudos.

 

Os estudos, publicados na edição de Novembro da revista “Gastroenterology”, referem que os imunossupressores são comumente usados para tratar pacientes com DII. Actualmente, não existem recomendações específicas para o rastreamento de cancro da pele em pacientes com DII.

 

Num estudo, investigadores franceses liderados por Laurent Peyrin-Biroulet, do Hospital Universitário de Nancy, descobriram que o uso, tanto no passado quanto no presente, de uma classe amplamente utilizada de imunossupressores chamada tiopurina aumentou significativamente o risco de cancro da pele não-melanoma em pacientes com DII.

 

"O aumento do risco de cancro da pele que encontrámos no nosso estudo foi observado em todos os pacientes, mesmo em indivíduos com menos de 50 anos. Como esperado, esse risco aumentou com a idade. Todos os pacientes com DII a receber actualmente ou que receberam anteriormente tiopurina devem proteger a pele da radiação UV e receber triagem dermatológica regular, independentemente da sua idade", avisou Peyrin-Biroulet em comunicado de imprensa da Associação Americana de Gastroenterologia.

 

O cancro da pele não-melanoma inclui o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular.

 

No segundo estudo, os investigadores canadianos descobriram que certas pessoas com DII, tais como homens com doença de Crohn, podem já estar em maior risco para o carcinoma basocelular, sendo que o uso de tiopurina aumenta esse risco.

 

"Todos os indivíduos devem proteger-se contra o cancro da pele", advertiu o líder da investigação, Harminder Singh, da Universidade de Manitoba, em comunicado à imprensa."Mas, é especialmente importante que os médicos insistam com os seus pacientes com DII sobre a necessidade de uma maior vigilância sobre os cuidados da pele, especialmente entre aqueles expostos a agentes imunossupressores, como as tiopurina".

 

No entanto, Singh e os seus colegas acrescentaram que o estudo observou existir apenas um pequeno aumento do risco absoluto de cancro da pele não-melanoma, pelo que pode não justificar a interrupção do tratamento com tiopurina nos doentes que precisam de imunossupressores para controlar a doença.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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