Doença inflamatória do intestino associada a alterações profundas no microbioma

Estudo publicado na revista “Nature Microbiology”

27 julho 2018
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Uma equipa de investigadores observou padrões inesperados nas comunidades microbianas e víricas de ratinhos com inflamação intestinal.
 
O achado emergiu num estudo efetuado por uma equipa de investigadores da Universidade do Estado da Carolina do Norte, da Universidade Southwestern do Texas e da Universidade do Colorado, todas nos EUA, que analisou os tratos intestinais de ratinhos saudáveis e doentes.
 
Este estudo poderá contribuir para perceber melhor as potenciais causas e os marcadores da doença inflamatória do intestino.
 
Manuel Kleiner e equipa pretendiam saber mais sobre os bacteriófagos e o papel desempenhado pelos mesmos na inflamação intestinal. 
 
Os bacteriófagos são vírus que infetam e muitas vezes exterminam as bactérias, e encontram-se em muita maior abundância que as mesmas. Sendo assim, aqueles vírus exercem efeitos substanciais sobre os milhares de milhões de bactérias que vivem no trato intestinal.
 
Para a sua investigação, a equipa comparou as diferenças entre as comunidades de fagos existentes em ratinhos saudáveis com as de ratinhos com inflamação no trato intestinal.
 
Nos ratinhos saudáveis, as comunidades bacterianas e de fagos mantiveram-se estáveis e comparáveis ao longo do tempo, tal como se esperava, com alterações no número de espécies específicas de bactérias a conduzirem a alterações correspondentes no número de predadores víricos.
 
Contudo, os ratinhos doentes revelaram resultados inesperados: com o passar do tempo, as comunidades víricas tornaram-se cada vez mais diferentes, não só das dos ratinhos saudáveis, mas também entre os próprios ratinhos doentes. 
 
O número de bacteriófagos detetados desceu também substancialmente e os poucos que ficaram tornaram-se muito abundantes, não estando alguns destes últimos ligados a bactérias causadoras de doenças. 
 
Surpreendentemente, muitos dos padrões observados naqueles roedores correspondiam a comunidades víricas em humanos doentes e saudáveis detetadas noutros estudos, uma ligação que é normalmente vista como sendo limitada. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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