Doença Inflamatória do intestino afecta cerca de 30 mil portugueses

Semana europeia com iniciativas em Portugal

10 maio 2004
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 A escritora Maria João Lopo de Carvalho, a apresentadora de televisão Margarida Mercês de Mello e o estilista Augustus são algumas das presenças confirmadas no I Cocktail da Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino APDI, realizado esta tarde na Quinta Patino, no Estoril. Integrada na semana europeia de sensibilização para esta doença, a iniciativa visa divulgar a doença inflamatória do intestino junto da classe política e da sociedade civil. Segundo a APDI, esta é uma das doenças crónicas em que o preço dos medicamentos é muito elevado, por isso justifica em nota informativa, «pretende-se sensibilizar ao máximo o poder político no sentido de se conseguir a comparticipação dos medicamentos a 100 por cento».Confirmar junto do Ministério da Segurança Social e do Trabalho que os doentes de Crohn terão direito a uma legislação laboral própria no âmbito dos direitos e obrigações às baixas é outro dos propósitos da associação. «Um dos principais problemas destas doenças crónicas é a aleatoriedade com que ocorrem os períodos de agravamento ou crises. Alguns doentes passam anos internados em hospitais e, em alguns casos, uma semana depois, esses doentes têm de ser internados novamente para outros longos meses de vida num hospital», aponta o comunicado. Conseguir apoio financeiro para a abertura de uma sede para a delegação de Lisboa (uma vez que a sede nacional se encontra no Porto) também é um dos anseios da APDI.  A doença inflamatória do intestino (DII) é a comum designação de duas doenças crónicas: Doença de Crohn e Colite Ulcerosa. A primeira caracteriza-se por uma inflamação crónica, que pode afectar qualquer segmento do tubo digestivo. Por outro lado a Colite Ulcerosa afecta a camada interna que reveste o intestino grosso. Ambas as doenças têm sintomas semelhantes traduzidos essencialmente em: diarreia crónica, dor abdominal, perdas de peso e anemia. A doença pode surgir em todas as idades mas é mais frequente entre os 20 e 40 anos. Em 20 por cento dos casos a doença começa durante a infância e a adolescência. A incidência da doença na Europa é de cerca de 16 novos doentes por 100 mil habitantes por ano e a prevalência é de 120-320 por 100 mil habitantes. Estima-se assim em mais de um milhão o número de doentes existentes na União Europeia e de, aproximadamente, 30 mil em Portugal.Tem-se registado nos últimos tempos um crescimento galopante no número de doentes que sofre desta patologia. A causa destas doenças não é conhecida, mas parece ser devida a interacção de factores ambientais e genéticos. Os medicamentos utilizados  tradicionalmente no tratamento da colite ulcerosa e da doença de Crohn actuam de forma inespecífica, bloqueando múltiplos mediadores da inflamação. A maioria dos doentes efectua tratamento médico durante toda a vida. Na viragem do século assistiu-se a uma profunda mudança na estratégia terapêutica devido à introdução de produtos biológicos muito específicos e eficazes no controlo da inflamação. O recurso a terapêuticas biológicas é já uma realidade na doença de Crohn particularmente a utilização de anticorpos (infliximab) que bloqueiam mediadores preponderantes no processo inflamatório. A sua utilização na doença de Crohn grave pode levar a uma melhoria rápida dos sintomas e das lesões bem como à cicatrizarão das fístulas.MINI- Médicos na Internet

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