Doença hepática grave: IMC elevado em jovem é fator de risco

Estudo publicado na revista “Gut”

23 março 2017
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Uma equipa de investigadores demonstrou uma associação evidente entre homens com um elevado Índice de Massa Corporal (IMC) em jovens e doença do fígado grave numa altura posterior da vida.
 
Num estudo conduzido por investigadores do Centro de Doenças Digestivas do Hospital Universitário Karolinska, Suécia, tornou-se evidente o que estudos anteriores já tinham apurado: a obesidade durante a juventude está ligada a doenças hepáticas como a hepatite crónica viral B e C e doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA).
 
Para o estudo, a equipa liderada por Hannes Hagström procedeu à análise de dados de 1,2 milhões de homens suecos conscritos no exército entre 1969 e 1996. Os participantes foram seguidos a partir de um ano após a conscrição, até ao fim de 2012. 
 
Os investigadores utilizaram também dados de registos populacionais que mapeavam o cancro do fígado, doença hepática grave e diabetes de tipo 2. 
 
No total a equipa conseguiu reunir e analisar 34 milhões de pessoas-ano. Os dados revelaram 5.281 casos de doença hepática grave, que incluía 251 casos de cancro do fígado. Os casos de cancro do fígado de origem alcoólica foram retirados dos dados recolhidos. Foram também considerados outros fatores como tabaco e o consumo de bebidas alcoólicas. 
 
Foi apurado que os homens com excesso de peso apresentavam uma propensão 50% superior de desenvolverem doenças hepáticas numa fase posterior da vida em comparação com os homens com peso normal. Os homens obesos evidenciavam também uma possibilidade superior a 50% de desenvolverem doenças hepáticas.
 
Nos homens que desenvolveram igualmente diabetes o efeito foi mais acentuado. Mais, nos participantes que sofriam de obesidade e de diabetes de tipo 2 a possibilidade de desenvolverem doença hepática numa fase mais tardia triplicava, em comparação com os homens sem diabetes de tipo 2 e que apresentavam um peso normal.
 
“Isto pode ter implicações nas tomadas de decisão relativas à saúde pública, e reforça a necessidade de intervenções focadas no excesso de peso e obesidade numa idade jovem e especificamente põe em destaque a diabetes mellitus como fator de risco para a doença hepática”.  
 
Apesar dos resultados, não foi possível estabelecer uma relação de causa e efeito devido ao facto de este estudo ser de natureza observacional. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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