Doença hepática grave: fatores de risco

Estudo apresentado no Congresso Internacional do Fígado 2017

26 abril 2017
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O estudo conduzido por uma equipa liderada por Fredrik Åberg, da Clínica de Transplante e Cirurgia do Fígado, da Universidade de Helsínquia, Finlândia, indicou que a obesidade, a resistência à insulina, a diabetes, anormalidades lipídicas e o consumo elevado de álcool constituem os fatores de prognóstico mais fortes da doença hepática grave. 
 
Para o estudo, a equipa contou com a participação de 6.732 pessoas sem doença hepática diagnosticada, que tinham participado num estudo representativo da população finlandesa conhecido como Health 2000 Study, conduzido entre 2000 e 2001. 
 
Durante a década que se seguiu ao estudo, foram recolhidos dados sobre internamentos hospitalares relacionadas com o fígado, mortes e cancro do fígado.
 
Foram analisados os fatores metabólicos que melhor prediziam as complicações hepáticas graves e os resultados foram classificados consoante a quantidade de álcool consumida. Os participantes que não consumiam álcool ou que consumiam pequenas quantidades, a idade, o colesterol total, a resistência à insulina e o perímetro abdominal eram prognosticadores do desenvolvimento da doença hepática. 
 
Os investigadores apuraram ainda que o único fator de prognóstico significativo da doença hepática grave, entre indivíduos que consomem elevadas quantidades de álcool (mais de 210 gramas por semanas para os homens e mais de 140 gramas por semana para as mulheres) é a diabetes.
 
“Estes dados demonstram a importância do papel da diabetes e da síndrome metabólica no desenvolvimento da doença hepática, reforçando a necessidade de considerar a doença hepática nestes grupos de pacientes”, comentou Philip Newsome, da Universidade de Birmingham, Inglaterra e Membro do Conselho de Administração da Associação Europeia para o Estudo do Fígado.
 
Segundo dados da Organização mundial de Saúde, a Europa é a região do mundo que consome mais álcool, sendo que a doença hepática alcoólica é um problema importante. 
 
“Os resultados deste estudo ajudam-nos a identificar que pessoas se encontram em risco de desenvolverem doença hepática grave, para que possamos trabalhar com elas para reduzir esses riscos”, explicou o autor principal do estudo. 
 
“É importante que os fatores de risco identificados no nosso estudo sejam considerados para uso em futuros modelos de risco para que os médicos possam identificar e aconselhar esses pacientes que correm o risco de desenvolverem doença hepática”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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