Doença hepática gordurosa não alcoólica: nova descoberta

Estudo publicado na revista “Hepatology Communications”

19 maio 2017
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Uma equipa de investigadores identificou células inflamatórias que desempenham um papel fundamental na doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA).
 
O achado, efetuado no âmbito de um estudo liderado por Rohit Kohli, diretor de departamento e investigador no Hospital Pediátrico Los Angeles, poderá conduzir ao desenvolvimento de um potencial tratamento para a doença. O tratamento atual para a DHGNA consiste em alterações na alimentação do paciente.
 
“O aumento da obesidade provocou uma epidemia de doença hepática gordurosa tanto em crianças como em adultos”, adiantou o autor principal do estudo. “No entanto, só um pequeno número daqueles indivíduos irá desenvolver a forma mais severa desta doença, conhecida como doença hepática gordurosa não alcoólica ou DHGNA”, acrescentou.
 
Para o estudo, os investigadores conduziram vários ensaios clínicos para determinar a influência da alimentação na inflamação do fígado e o seu desenvolvimento até à ocorrência da DHGNA. 
 
A equipa começou com as células imunitárias envolvidas na inflamação do tecido adiposo em pacientes com resistência à insulina, procurando determinar o papel das células T Natural Killer e das células T CD8 no desenvolvimento da doença.
 
Para o efeito alimentaram um grupo de ratinhos com uma dieta do tipo ocidental, rica em gordura e em hidratos de carbono, e um grupo de controlo com a dieta normal durante um período de 16 semanas. 
 
Como resultado, os ratinhos da dieta ocidental evidenciaram um aumento na inflamação, com infiltração de células T Natural Killer e CD8 no fígado, em comparação com os ratinhos na dieta normal.
 
Seguidamente, para identificar o contributo d cada célula imunitária, os investigadores repetiram, o ensaio em ratinhos aos quais tinham sido removidas células T Natural Killer funcionais. Após 16 semanas, os ratinhos na dieta ocidental não se tornaram obesos nem demonstraram progressos para desenvolver DHGNA, o que sugere que aquele tipo de células T poderá desempenhar um papel integral no desenvolvimento daqueles problemas hepáticos.
 
A equipa conduziu outro ensaio em roedores aos quais tinham sido removidas células T CD8. Os ratinhos ficaram obesos, mas encontravam-se protegidos contra a DHGNA, apresentando menos macrófagos e fibrose ni fígado.
 
As biópsias efetuadas ao fígado de humanos com DHGNA revelaram infiltração de células T CD8. Embora não se tenha observado infiltração de células T Natural KiIller, a equipa admite que as alterações neste tipo de células possam ser temporárias.
 
“Os nossos achados vão-nos ajudar a centrar-nos em certos tipos de células inflamatórias que parecem ser cruciais no desenvolvimento da doença hepática severa e fazer-nos estar mais próximo do desenvolvi mento de um tratamento”, concluiu Rohit Kohli.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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