Doença dos pezinhos está a aumentar no sul

Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida lança campanha

28 setembro 2015
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O aumento de casos de paramiloidose, também conhecida por doença dos pezinhos, no sul do país está a preocupar o Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA), o qual vai lançar uma campanha informativa sobre um diagnóstico que permite aos filhos dos doentes nascerem saudáveis.
 
“A doença está a diminuir no norte do país [onde inicialmente foi identificada], mas a agravar-se no sul”, disse à agência Lusa o presidente do CNPMA, Eurico Reis.
 
A Polineuropatia Amiloidótica Familiar (PAF), conhecida como a “doença dos pezinhos”, foi descrita pela primeira vez na Póvoa do Varzim, pelo neurologista Corino de Andrade.
 
Segundo Eurico Reis, apesar da possibilidade do transplante hepático e de alguma medicação, existe um método que permite evitar o nascimento de uma criança com a doença, já que esta é uma patologia hereditária.
 
Trata-se do Diagnóstico Genético Pré-Implantação (DGPI), uma técnica de Procriação Medicamente Assistida (PMA) que consiste na análise às células do embrião, nos primeiros dias do seu desenvolvimento. O objetivo é que só os embriões saudáveis sejam transferidos para o útero.
 
“Quando se trata de doenças graves e incapacitantes, como esta é, não queremos que as crianças nasçam doentes quando é possível impedi-lo”, disse o juiz desembargador, referindo-se ao DGPI.
 
Eurico Reis apercebeu-se de que não é devidamente conhecida a posição do CNPMA sobre esta possibilidade, pelo que foi decidido fazer uma campanha de informação, a qual se irá realizar em parceria com o Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST).
 
“No interior do IPST não havia a ideia que o CNPMA – não é que sejamos permissivos – tem uma perspetiva alargada em relação a esta matéria”, disse.
 
Relativamente aos pais que não queiram fazer o diagnóstico, preferindo arriscar ter filhos doentes, o juiz disse que tal “está dentro da sua margem de liberdade, por muito que isso depois custe em matéria de gastos no Serviço Nacional de Saúde”.
 
“Agora, os pais que não querem que os seus filhos sejam doentes podem e devem socorrer-se destas técnicas”, adiantou.
 
“O facto de nascerem crianças doentes, quando podiam não nascer e quando os pais não querem sujeitar os seus filhos a essa doença, é uma coisa que me horroriza”, acrescentou. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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