Doença do fígado gordo não alcoólico: identificado potencial tratamento

Estudo publicado na revista “Cell Reports”

05 julho 2016
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Investigadores americanos identificaram uma terapia molecular que reduz drasticamente o desenvolvimento da doença do fígado gordo não alcoólico, dá conta um estudo publicado na revista “Cell Reports”. 
 
O fígado gordo não alcoólico (FGNA) é resultante de uma acumulação anormal de gordura nas células hepáticas que não é causada pelo consumo de álcool. Esta doença desenvolve-se habitualmente nos indivíduos com excesso de peso, obesos, com diabetes e elevados níveis de colesterol. O primeiro estadio da doença, a esteatose hepática, pode progredir para uma condição conhecida como esteato-hepatite não-alcoólica e em última análise à cirrose ou cancro do fígado.
 
Na opinião de Nikolai Timchenko, um dos autores do estudo, são necessárias novas terapias para o FGNA, uma vez que para além da perda de peso e alterações do estilo de vida não existem tratamentos seguros e eficazes. 
 
Apesar dos avanços nos métodos de análise molecular, pouco se conhece sobre os eventos biológicos que causam o FGNA. A doença está associada à idade e ao consumo de uma dieta com elevado teor de gorduras, que conduz inicialmente ao primeiro estadio da doença.
 
Os investigadores do Hospital Pediátrico de Cincinatti, nos EUA, a desvendar a progressão molecular do FGNA quando criaram ratinhos geneticamente modificados que desenvolviam o primeiro estadio da doença mais rapidamente que os ratinhos controlo. Verificou-se que os ratinhos geneticamente modificados apresentavam níveis elevados de um complexo de enzimas, sugerindo que a doença poderia ser desencadeada por uma enzima específica.
 
O estudo apurou que a enzima cdk4 encontrava-se em níveis aumentados em pacientes com FGNA e num modelo de ratinho para a doença. Verificou-se que a administração de dois fármacos capazes de inibir a cdk4 em modelos de ratinhos para o FGNA reduziu significativamente a esteatose hepática, o estadio inicial da doença. 
 
O investigador refere que este é o primeiro estudo a demonstrar que a cdk4 desencadeia o desenvolvimento do FGNA e que a inibição desta enzima pode impedir e reverter a primeiro estadio da doença.
 
“Os dois inibidores da cdk4 que testámos estão aprovados pela FDA e em ensaios clínicos para o cancro do fígado, desta forma, deverá ser possível iniciar em breve ensaios clínicos para o FGNA com estes fármacos”, concluiu o investigador.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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