Doença de Parkinson: novo tratamento prometedor

Estudo publicado na revista “EMBO Molecular Medicine”

03 fevereiro 2014
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O tratamento da doença de Parkinson pode passar pela manipulação de uma população de células cerebrais de suporte, os astrócitos, sugere um estudo publicado na revista “EMBO Molecular Medicine”.
 

Os investigadores da Universidade de Rochester, nos EUA, explicam que, para além de ser caracterizada pela perda de neurónios dopaminérgicos, a doença de Parkinson conduz também a destruição de vias de sinalização básicas e de outros tipos de células cerebrais.
 

Desta forma, para além da preservação e restauração dos neurónios produtores da dopamina serem importantes para abrandar e reverter o curso da doença, para que uma terapia tenha de facto sucesso, necessita também de proteger os danos que ocorrem nas outras populações de células. Apesar disto, muita da atual investigação apenas se tem focado na recuperação de um único tipo de células.
 

Neste estudo foi utilizado um tipo de células, os astrócitos, que apesar de não terem tanta popularidade quanto os neurónios, desempenham um papel importante na manutenção de um ambiente cerebral saudável. Disfunções neste tipo de células têm sido associadas ao desenvolvimento de várias doenças neurológicas.
 

Os investigadores, liderados por Chris Prosche, implantaram estas células em ratinhos só depois destes terem apresentado sinais da doença. Este “atraso” no tratamento pretendeu mimetizar o modo como esta terapêutica poderá ser utilizada nos humanos, uma vez que os danos causados pela doença antecedem os sintomas físicos.  
 

Os autores do estudo observaram que o transplante conseguiu recuperar não só os neurónios dopaminérgicos, como também um outro tipo de células nervosas, os interneurónios, que estão envolvidas no processamento da informação e controlo de movimento. Até à data nenhum tratamento tinha conseguido surtir este efeito.  
 

O estudo apurou ainda que os níveis de uma proteína essencial para a comunicação entre as células foram também restaurados. Os ratinhos recuperaram as suas capacidades motoras, tendo deste modo sido revertidos os sintomas da doença.
 

“Este trabalho fornece uma potencial terapia celular a qual pode ser utilizada para restaurar múltiplas populações neuronais e resgatar a maquinaria envolvida na comunicação entre as células nervosas, mesmo quando as células são transplantadas após os danos já terem ocorrido”, conclui um dos coautores do estudo, Mark Noble.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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