Doença de Parkinson: nova via restaura função motora

Estudo publicado na revista “Cell Stem Cell”

11 novembro 2014
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Investigadores suecos demonstraram que o transplante de neurónios derivados das células estaminais embrionárias humanas pode restaurar a função motora de um modelo de ratinho para a doença de Parkinson, revela um estudo publicado na revista “Cell Stem Cell”.
 

A doença de Parkinson é uma doença incurável que é, em parte, causada pela morte de neurónios, que libertam uma substância química conhecida como dopamina. A doença conduz à perda progressiva da destreza e velocidade do movimento.
 

As atuais opções de tratamento, medicamentosas e cirúrgicas, podem perder eficácia ao longo do tempo e causar efeitos secundários graves, como movimentos involuntários e problemas psiquiátricos. Estudos anteriores já tinham envolvido o transplante de células humanas fetais. Contudo, os efeitos positivos beneficiaram apenas alguns indivíduos e causaram também movimentos involuntários impulsionados pelo próprio transplante.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Lund, na Suécia, resolveram apostar numa nova abordagem de tratamento que envolveu o transplante de neurónios dopaminérgicos, derivados de células estaminais embrionárias humanas, em regiões do cérebro que controlam o movimento.
 

O estudo apurou que as células transplantadas sobreviveram ao procedimento, os níveis de dopamina foram restaurados ao fim de cinco meses e foi estabelecido um padrão correto de ligações de longa distância no cérebro. Como resultado, esta terapia foi capaz de restaurar a função motora normal no modelo animal utilizado.
 

Os investigadores chamam a atenção para o facto de neurónios derivados das células estaminais embrionárias humanas terem apresentado uma eficácia e uma potência similar aos neurónios fetais, o que sugere que esta abordagem pode ser uma alternativa viável às outras, com células fetais, que já tinham sido estabelecidas em pacientes com doença de Parkinson.
 

“O nosso estudo é um marco importante na avaliação pré-clínica dos neurónios dopaminérgicos derivados das células estaminais embrionárias humanas e fornece um suporte essencial para a sua utilização no tratamento da doença de Parkinson”, conclui o líder do estudo, Malin Parmar.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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