Doença de Parkinson: estimulação cerebral profunda beneficia condução

Estudo publicado na revista “Neurology"

26 dezembro 2013
  |  Partilhar:

A estimulação cerebral profunda, que envolve a utilização de implantes cirúrgicos que enviam impulsos elétricos ao cérebro, pode ser benéfica na capacidade dos indivíduos com doença de Parkinson conduzirem, dá conta um estudo publicado na revista “Neurology”.

 

Apesar desta descoberta, os investigadores referem que não sabem ainda ao certo como a estimulação cerebral profunda afeta a condução. “Por um lado, pode melhorar a capacidade de condução através da redução dos problemas motores; por outro, pode dificultar a condução uma vez que pode potencialmente diminuir as capacidades cognitivas”, referiu, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo Carsten Buhmann.

 

Para o estudo, os investigadores do Centro Médico Universitário de Hamburg-Eppendorf, na Alemanha, contaram com participação de 23 indivíduos com estimuladores cerebrais profundos, 21 pacientes com doença de Parkinson sem estimuladores cerebrais profundos e ainda 21 indivíduos saudáveis.

 

Todos os participantes tinham conduzido pelo menos uma vez por semana durante 30 minutos, nos três anos anteriores ao início do estudo, tendo todos sido testados com um avaliador de condução. Os participantes com estimuladores cerebrais profundos foram submetidos a um teste em três situações distintas: uma com o estimulador, outra com o dispositivo desligado e uma terceira com o simulador desligado tendo posteriormente tomado um fármaco, levodopa, para o tratamento da doença de Parkinson.

 

Tendo em conta os erros obtidos nos testes de condução, os investigadores constataram que os pacientes com doença de Parkinson e sem estimuladores tiveram um menor desempenho em praticamente todas as categorias, comparativamente com os indivíduos do grupo de controlo.

 

O estudo apurou que os indivíduos com estimuladores cerebrais profundos não tiveram um desempenho significativamente pior que os do grupo de controlo em qualquer das categorias analisadas. Na verdade, estes tiveram melhores resultados na categoria dos erros leves. Os indivíduos com estimuladores tiveram uma média de 3,8 erros de condução leves, comparativamente com 7,5 erros do grupo de controlo e os 11,4 erros dos pacientes com doença de Parkinson que não tinham estimuladores cerebrais profundos implantados.

 

Os investigadores observaram ainda que a condução foi mais precisa nos pacientes submetidos a estimulação do que nos pacientes sem estimulação e que tinham tomado o fármaco, verificando-se um total de 13 erros durante o teste com o levodopa, 11 erros no caso dos pacientes com estimulação e 14 erros no caso dos pacientes que não foram submetidos a nenhum dos tratamentos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.