Doença de Parkinson: deteção precoce

Projeto envolve Faculdade de Motricidade Humana

27 maio 2016
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Seis países europeus juntaram-se num projeto à escala mundial para desenvolver um teste de deteção precoce para a doença de Parkinson.

O projeto, apoiado por fundos da União Europeia, conta com a participação da Faculdade de Motricidade Humana e pretende criar o primeiro teste de deteção precoce da doença de Parkinson, para a aumentar a qualidade de vida dos doentes, explicou à agência Lusa o coordenador do projeto em Portugal, José Alves Diniz.
 

No trabalho participam instituições ligadas à saúde e à tecnologia da Grécia, Bélgica, Alemanha, Suécia e Reino Unido. Ao todo são 11 organizações, desde universidades a centros de pesquisa e de tecnologia, que vão trabalhar quatro anos no i-Prognosis, para criar um diagnóstico precoce da doença mas também desenvolver intervenções que melhorem a qualidade de vida do doente.
 

José Alves Diniz explicou à agência Lusa que os trabalhos estão em fase inicial, mas que se pretende é criar uma plataforma à qual as pessoas podem aderir através de uma aplicação móvel.
 

A aplicação vai medir a forma como as pessoas usam o teclado e a voz (não o conteúdo das conversas, mas o tom) e detetar alterações que possam indicar o início da doença. Em caso positivo (de possível deteção), as pessoas são aconselhadas a procurar um médico.
 

O alvo são pessoas com mais de 55 anos, mas o número de adesões ou a origem não tem limite. José Alves Diniz explicou que o processo é totalmente automático e nunca está em causa a privacidade dos participantes.
 

“O diagnóstico da doença só se faz com alguns testes, que só têm capacidade de a detetar numa fase já muito avançada, e por isso fica limitada a capacidade intervenção para retardar os sintomas”, disse o responsável, para quem o sucesso do trabalho, em termos de adesão, pode levar a que no futuro esses sintomas possam ser detetados precocemente. “É importante este contributo para o futuro”, afirmou.
 

“Termos uma forma objetiva e mais fácil e capaz de detetar a doença mais precocemente será um avanço significativo relativamente a futuros doentes”, disse José Alves Diniz, para quem o projeto de investigação permite também o aconselhamento das pessoas, quer em termos de alimentação ou atividade física, quer em termos de interação com o médico.

 

“Uma vertente do projeto são também as recomendações que são criadas, no sentido, por exemplo, de retardar os sintomas mais graves”, concluiu.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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