Doença de Parkinson: criada nova ferramenta de diagnóstico

Estudo publicado na revista “Movement Disorders”

18 novembro 2015
  |  Partilhar:
Um grupo de especialistas, liderado pela Sociedade Internacional da Doença de Parkinson e Doenças do Movimento (MDS, sigla em inglês), desenvolveu uma nova ferramenta para os profissionais de saúde a qual poderá ajudar no diagnóstico e tratamento da doença de Parkinson, especialmente nos estádios iniciais, dá conta um estudo publicado na revista “Movement Disorders”.
 
A doença de Parkinson é uma doença neurológica associada à morte de células cerebrais específicas, incluindo as células que controlam o movimento, humor, sono e cognição. Os sintomas, que incluem tremores, lentidão de movimentos, rigidez, distúrbios do sono, perda do sentido do olfato, depressão e disfunção cognitiva, podem aparecer em indivíduos com trinta anos, mas habitualmente aparecem em torno dos 60 anos de idade. Estima-se que a doença atinja mais do que um em cada 50 indivíduos nesta faixa etária.
 
Atualmente, o diagnóstico da doença de Parkinson só pode ser estabelecido através da análise dos antecedentes médicos e exames neurológicos realizados por um médico especialista em doenças do movimento, não existindo nenhum teste objetivo. Uma vez que os sintomas da doença de Parkinson são muitas vezes semelhantes aos de outras perturbações neurológicas, a taxa de erros de diagnóstico pode ser tão elevada como os 25%, o que provoca ansiedade nos pacientes. Esta também cria um desafio para os investigadores, uma vez que os dados recolhidos nos estudos clínicos podem ficar comprometidos por erros de diagnóstico.
 
Os novos critérios reuniram informação e dados de especialistas em distúrbios do movimento de todo mundo para criar critérios de diagnóstico mais abrangentes, com o objetivo de melhorar e alargar o diagnóstico e tratamento da doença, especialmente nas fases iniciais.
 
“Tendo em vista os últimos avanços científicos e tecnológicos, fomos capazes de estabelecer uma nova lista de critérios com base em diagnósticos clínicos da especialidade. O nosso objetivo era criar uma referência para sistematizar o processo de diagnóstico, torná-lo reprodutível em todos os centros o que irá permitir a uma vasta gama de médicos não especializados na doença de Parkinson fornecerem um diagnóstico preciso”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Ron Postuma.
 
De acordo com. Daniela Berg, presidente da MDS, estes critérios são baseados na ideia de que a doença de Parkinson é muito mais do que um simples distúrbio motor, incorporando agora sintomas motores e não motores, assim como o componente genético de algumas formas da doença.
 
“A nossa esperança é que à medida que a investigação avance, o nosso conhecimento dos mecanismos que estão envolvidos na doença nos permita desenvolver terapias e tratamentos que possam ser administrados no início do processo, eventualmente abrandando ou impedindo a progressão da doença de Parkinson”, conclui Ron Postuma.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.