Doença de Parkinson: antidepressivos não agravam problemas motores

Estudo publicado na “Neurology”

17 abril 2012
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Alguns antidepressivos parecem diminuir o risco de depressão dos indivíduos com doença de Parkinson, sem agravar os seus problemas motores, dá conta um estudo publicado na revista “Neurology”.

 

“Estes resultados são entusiasmantes, pois apesar de a depressão ser comum nas pessoas que sofrem de doença de Parkinson, não havia ainda informações sobre a melhor forma de a tratar. A maioria dos antidepressivos mais antigos, são eficazes mas apresentam muitos efeitos secundários. Por outro lado, apesar dos antidepressivos mais recentes terem menos efeitos secundários, não se sabia, até à data, se eram eficazes nas pessoas com doença de Parkinson”, revelou em comunicado de imprensa, a autora do estudo, Irene H. Richard.

 

A doença de Parkinson é uma doença neurológica crónica que se agrava ao longo do tempo, deixando os pacientes com uma menor capacidade de controlar os seus movimentos, devido à perda de células em várias partes do cérebro. Para além dos problemas físicos, esta doença pode também causar sintomas psicológicos. Na verdade, quase metade das pessoas com doença de Parkinson sofre de depressão, sendo esta uma das principais causas de incapacidade.

 

Neste estudo, os investigadores da University of Rochester Medical Center, em Nova Iorque, EUA, contaram com a participação de 115 indivíduos que sofriam de doença de Parkinson e de depressão, que foram submetidos a tratamentos com duas classes de antidepressivos. Especificamente, a um terço dos participantes foi administrado paroxetina (um inibidor de recaptação da serotonina), a outra terço venlafaxina (um inibidor de recaptação da serotonina e norepinefrina) e a outro terço um placebo.

 

O estudo apurou que, em média, os indivíduos aos quais foi administrado paroxetina ou venlafaxina apresentaram uma melhoria de 13 e 11 pontos, correspondendo a uma melhoria de 59% e 52% respetivamente, na escala de avaliação denominada por Escala de Depressão de Hamilton (Hamilton Rating Scale for Depression). Por outro lado, os indivíduos que receberam o placebo tiveram uma melhoria de 6,8 pontos, o que corresponde a cerca de 32%. Os resultados, avaliados através de três escalas diferentes, foram semelhantes. Os fármacos foram, de forma geral, bem tolerados e não agravaram os problemas motores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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