Doença de Ménière: descoberta potencial causa

Estudo publicado na revista “Medical Hypotheses”

11 dezembro 2013
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Investigadores americanos talvez tenham descoberto a causa da doença de Ménière e também uma forma de a tratar, dá conta um estudo publicado na revista “Medical Hypotheses”.
 

A doença de Ménière é uma doença do ouvido interno caracterizada por episódios repetidos de vertigem, acompanhados por zumbidos e perda de audição que pode durar horas ou, em última instância, causar surdez permanente no ouvido afetado. Até à data, a causa destes ataques tem permanecido desconhecida, não existindo nenhuma teoria que explique completamente os vários sinais e sintomas deste distúrbio.
 

De acordo com os investigadores da Universidade de Colorado, nos EUA, estes episódios podem ser causados pela combinação de dois fatores: uma malformação do ouvido interno e fatores de risco para a doença vascular no cérebro, como a enxaqueca, apneia do sono, tabagismo e aterosclerose.
 

A acumulação de líquido no ouvido interno está associada às crises de Ménière. O estudo defende que esta acumulação é indicadora da presença de um problema de regulação da pressão, que causa diminuições moderadas e intermitentes do fluxo sanguíneo no ouvido. Quando combinada com doenças vasculares, que também diminuem o fluxo sanguíneo no cérebro e ouvido, esta acumulação pode gerar, nos tecidos sensoriais do ouvido interno, a perda repentina de fluxo sanguíneo, similar aos ataques isquémicos transitórios no cérebro.
 

Nos indivíduos jovens com hidropisia sem distúrbios vasculares, as crises não ocorrem pois o fluxo sanguíneo não é afetado, apesar destas flutuações. Contudo, nas pessoas com doenças vasculares, estas flutuações são suficientes para interferir com o fluxo sanguíneo e com os nutrientes fornecidos pelo sangue. Quando os tecidos envolvidos na audição e movimento ficam com défice de sangue, param de enviar sinais ao cérebro, desencadeando vertigens, zumbidos e perda de audição.
 

“Se a nossa hipótese se confirmar, o tratamento dos fatores de risco vascular poderão permitir o controlo dos sintomas e uma diminuição da necessidade de cirurgias. Se os ataques forem controlados, a progressão para a perda de audição outrora inevitável pode ser, em alguns casos, impedida”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Carol Foster

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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