Doença de Huntington: novo e promissor tratamento foi descoberto

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

20 fevereiro 2012
  |  Partilhar:

Investigadores americanos descobriram um novo e promissor tratamento para a doença de Huntington, que restaura as capacidades motoras perdidas e pode retardar ou parar a progressão da doença, dá conta um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

 

"Não esperávamos ver estas alterações dramáticas após a administração desta terapia", revelou em comunicado de imprensa, a investigadora principal do estudo, Simonetta Sipione. “Esperávamos ver melhorias, mas não a restauração completa das capacidades motoras. Quando verificámos isto ficámos muito empolgados. Estes resultados são muito promissores e devem dar esperança às pessoas com doença de Huntington”.

Os indivíduos com este distúrbio neurológico hereditário, onde uma proteína mutada despoleta a morte das células cerebrais, causando a perda das capacidades motoras e cognitivas e eventualmente a morte, apresentam níveis baixos de uma molécula cerebral conhecida por GM1.

 

Neste estudo, os investigadores da University of Alberta, nos EUA, verificaram que quando restauraram os níveis normais da GM1 em ratinhos, as capacidades motoras dos animais voltaram ao seu normal. Após terem administrado, ao longo de quatro semanas, a GM1 em ratinhos, os autores do estudo verificaram que durante as duas primeiras semanas após o tratamento os ratinhos ainda permaneciam com a função motora normal. Mas após esse período, a função motora começou a sofrer um declínio e voltou aos níveis encontrados antes do tratamento. Assim, se este tratamento for aprovado terá de envolver doses repetidas ao longo do tempo, referiu Simonetta Sipione.

 

Como a GM1 já foi utilizada em ensaios clínicos para o tratamento da doença de Parkinson e outras doenças neurodegenerativas, a utilização desta molécula para o tratamento da doença de Huntington num ensaio clínico de pequena escala poderá ocorrer brevemente.

 

Os cientistas estão a prosseguir com a investigação para analisar se a restauração dos níveis de GM1 pode também reverter os danos cognitivos. Esperam ainda este ano publicar os resultados desta pesquisa. Ao que parece o tratamento com a GM1 melhora a forma como os neurónios funcionam e torna a proteína mutada, causadora da doença, menos tóxica. Assim, “achamos que este tratamento também vai melhorar os sintomas cognitivos da doença”, conclui a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 5
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.